Viajem de trabalho

Nunca tinha tido oportunidade de viajar pelo trabalho. Viajar mesmo. Estou a falar daquelas viagens de milhares de quilómetros para um outro país que só mesmo de avião para lá chegarmos rápido! Ou não, se formos a passeio!

Já tinha viajado antes, mas não pelo trabalho e sempre para destinos onde a língua portuguesa é facilmente percetível. Pelo que, também, não tive ao longo destes anos muitas oportunidades para pôr o meu inglês em prática.

O novo trabalho deu-me essa possibilidade e foi logo a abrir! Uma reunião de trabalho no coração da Europa com pessoas de todos os países da União Europeia! Uma miscelânea de línguas e pronúncias!

Todos falavam em inglês, mas há línguas que mesmo falando em inglês é quase imperceptível percebermos o que estão a dizer devido à pronúncia. E é incrível a quantidade de línguas que se falam na Europa!

O meu inglês... bem no comments!
Enfurrejado à brava! Perceber, eu percebo! Agora o falar... Não saía e quando saía era com muitas falhas.

Nada que uma semana inteira em Bruxelas não resolvesse. Até porque o primeiro dia foi para me ambientar, no segundo já começava a destravar a língua! Afinal é como andar de bicicleta! Nunca se esquece!

Acho que ao final de uma semana já estaria a falar o inglês fluentemente.
Sempre tive boas notas a inglês e nunca fiz nenhum curso. Era razoavelmente boa aluna a inglês.

Tenho de começar a ler uns livros em inglês ou a ver uns filmes sem legendas para colmatar esta falha!

A experiência valeu bem a pena.
Não deu para visitar a Grand Place, o local mais emblemático de Bruxelas, mas deu para ir beber uma cerveja a um bar bem catito, logo ali ao lado do hotel, depois do jantar.
Jantar esse que estava incluído nos trabalhos da reunião.

Conheci pessoas tão diferentes e de todas as faixas etárias. Ficavam surpreendidas quando lhes dizia que a minha área de formação era comunicação e que trabalhei nessa área durante quase quinze anos.

Este meu novo trabalho é sem dúvida um trabalho muito interessante, apesar de ser muito diferente da minha área de formação.

Deixar os Três, custou-me. Sabia que ficavam bem com o pai e com os avós, aliás como já têm ficado tantas vezes. Mas o facto de estar tão longe e saber que se acontecesse alguma coisa, não era no espaço de 15 minutos que me punha ao pé deles, deixava-me com o coração bem apertado! E o meu pensamento esteve sempre neles!




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