sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Foi uma pequena lembrança para a professora da Carol, no final do 1.º ciclo.
O DIY sempre foi uma coisa que me apaixonou… Tivesse eu mais tempo e acho que abria todo um negócio dedicado às mais variadas coisas! 😄
Por aqui já vos fui mostrando alguns dos meus projetos, mas acho que este ficou particularmente especial. Não só pelo simbolismo que tem, mas também porque, modéstia à parte, acho que ficou mesmo fofinho! 🥰
E a melhor parte? Tinha praticamente tudo em casa. Sou daquelas pessoas que compra materiais a pensar “um dia isto vai dar jeito para algum projeto”… e depois eles ficam ali à espera da sua vez. 😂
A moldura era uma dessas coisas que tinha guardadas em casa. A pequena dezena que acrescentei fiz com o material que tinha comprado para as lembranças da Primeira Comunhão dos três.
Quanto ao design, esse fui eu que fiz. Claro que o Pinterest teve a sua influência… 😅 Uma ideia daqui, outra dali, mais uma inspiração acolá, juntamos tudo e… este foi o resultado final!
E sabem que mais? Acho que ficou uma recordação mesmo bonita. ❤️
Daquelas coisas simples, feitas por nós, mas que acabam por ter muito mais significado.
Agora só falta mesmo arranjar mais tempo… porque materiais para novos DIY não me faltam! Tenho uma verdadeira coleção de “isto um dia vai dar jeito” cá em casa. 😂
❤️
quinta-feira, 2 de julho de 2026
💔
Há dias que parecem durar uma eternidade. E depois há quatro anos que passam num piscar de olhos.
Ainda ontem te deixava à porta da escola com uma mochila que parecia pesar mais do que tu e um coração dividido entre a ansiedade e a vontade de descobrir o mundo. Hoje és finalista do 1.º ciclo. Sim... finalista! Como é que isto aconteceu tão depressa?
Pelo caminho aprendeste a ler, a escrever, a fazer contas (algumas com mais entusiasmo do que outras...😅), a decorar a tabuada, a fazer trabalhos de grupo, a gerir pequenos conflitos e a perceber que há professores que ficam para sempre na nossa memória.
Aprendi que os trabalhos de casa, afinal, também são um bocadinho dos pais (já o tinha aprendido com os teus irmãos e aí é que foi uma verdadeira saga 😂). Que as reuniões de encarregados de educação conseguem ser surpreendentemente longas. Que há sempre uma folha para assinar quando pensamos que já assinámos tudo. E que a quantidade de desenhos, fichas, lembranças e trabalhos que uma criança consegue trazer para casa em quatro anos desafia qualquer capacidade de organização.
Mas, no meio desse caos tão bonito, aconteceu o mais importante.
Cresceste.
Não apenas em altura (embora as calças insistam em ficar curtas de três em três meses), mas também como pessoa. Tornaste-te mais curiosa, mais autónoma, mais confiante e com um coração enorme, daqueles que me fazem acreditar que o mundo fica um bocadinho melhor por tua causa.
Terminamos uma etapa importante. Daquelas que, quando começa, parece interminável e, quando acaba, nos faz perguntar onde foi parar o tempo.
Tenho um orgulho impossível de medir. Não pelas notas, nem pelos testes, nem pelos diplomas que recebeste. Tenho orgulho porque és tu. Pela forma como enfrentas os desafios, como tratas os outros, como aprendes com os erros e como consegues encontrar motivos para sorrir, mesmo nos dias menos fáceis.
Agora vem uma nova aventura. Uma escola maior, novos colegas, novos professores e, imagino eu, uma mochila ainda mais pesada. Mas também mais oportunidades, mais descobertas e mais histórias para contar.
Leva contigo tudo o que aprendeste até aqui, mas nunca deixes para trás aquilo que mais gosto em ti: a tua curiosidade, a tua alegria, a tua forma única de ver o mundo e essa capacidade incrível de me fazer rir quando menos espero.
Parabéns, filha minha.
Obrigada por nos deixares assistir, na primeira fila, ao privilégio de te ver crescer.
Segue em frente. Continua a sonhar, a aprender, a fazer perguntas (mesmo aquelas às quais eu nem sempre sei responder) e a viver cada nova etapa com o mesmo brilho nos olhos.
Porque o 1.º ciclo chegou ao fim...
Estaremos sempre aqui a aplaudir cada capítulo.
❤️
quarta-feira, 24 de junho de 2026
💓
Este fim de semana vivemos o verdadeiro espírito de equipa.
O Santy sempre gostou de futebol e, como tal, inscrevi-o num clube de futebol. Não ficou na equipa principal do escalão dele, mas na de formação.
Já tinha jogado noutras equipas e o ano passado esteve parado porque não consegui conciliar horários. Aliás, no ano passado foi experimentar esta mesma equipa onde está e, bolas, inacreditável... o treino correu tão mal! Esteve o jogo todo com um miúdo em cima dele, mas quando digo em cima é literalmente em cima, ombro com ombro, sem lhe dar espaço para nada. E #%$ão do treinador não disse nada...😠
O Santy veio tão desiludido que não quis mais futebol. Ainda foi experimentar o futsal na escola, mas também não veio de lá satisfeito.
Disse que eram todos uns "fuços" e que não passavam a bola!
( Há toda uma panóplia de termos do futebol que estou a começar a aprender 😂 )
Bem, no início desta época voltou a pedir para ir experimentar. E queria a mesma equipa onde foi fazer o treino do ano passado, porque conhecia lá outros meninos.
Disse-lhe: "Ok, vamos Santiago, mas tens de fazer o corpo rijo. Não podes ser mole. O futebol é para os duros!"😂
E lá foi ele.
Ficou.
E ainda bem que ficou.
A pouco e pouco foi-se integrando. E, no mesmo percurso, nós pais também fomos fazendo a nossa integração com os outros pais. Conhecemos pessoas. Conhecemos mais famílias, por assim dizer.
E este fim de semana, no primeiro torneio a sério, isso confirmou-se.
Torneio a sério porque foram três dias intensivos. Um torneio em que praticamente só os víamos em campo e durante alguns minutos entre jogos. Ele foi de autocarro com a equipa. Ficaram num hotel só para eles. Nós só pudemos ir no segundo dia.
E foi aí que percebi que, às vezes, o futebol ensina muito mais do que aquilo que acontece dentro das quatro linhas.
Aos pais deste clube, um agradecimento tão especial por nos fazerem sentir integrados neste verdadeiro espírito de equipa. Porque não gritávamos apenas pelos nossos filhos. Gritávamos pelos meninos dos outros escalões do nosso clube. Vibrámos com as conquistas de todos... e com as derrotas também! 😏
E até chegámos a gritar por equipas adversárias quando faziam uma boa jogada ou mereciam um aplauso!
Eu, que não gosto nada de confusões, tinha aquela imagem dos pais a gritarem coisas desnecessárias da bancada, aos próprios filhos e aos filhos dos outros. Mas este fim de semana não foi nada disso.
E para mim, foi isso que fez a diferença.
Vi fair play. Vi camaradagem. Vi entreajuda. Vi pais a torcerem juntos, independentemente da idade dos filhos ou dos resultados do marcador.
Apesar de ter havido algumas situações menos justas por causa das regras do torneio (tema para outro post, quem sabe!), o que fica é isto:
Não ganhámos a taça. Mas ganhámos qualquer coisa muito mais importante! 💓
O Santy ganhou confiança, ganhou amigos e ganhou o seu lugar na equipa.
E nós ganhámos uma espécie de família futebolística que não estávamos à espera de encontrar.
Não ganhamos a taça. Mas ganhamos o prémio de melhor claque!
E sem dúvida que esta família do futebol o mereceu por todas as razões!
Porque fomos os que gritámos mais alto!
Porque fomos os que mostramos mais espírito de equipa!
Porque fomos os que nos divertimos mais!
Porque fomos todos uma família!
Este fim de semana, o clube não trouxe vitórias, mas trouxe uma coisa muito mais importante: o espírito de união e a vontade de ver os nossos filhos felizes!
💓
quinta-feira, 19 de março de 2026
Juro. Isto começou em modo slow e de repente alguém carregou no botão “fast forward” e eu nem dei por isso.
Dois meses e meio e já aconteceu de tudo:
anos da gaiata, mudança de casa (tema sensível… fica para outro dia 😬) e… tchanan!… anos dos twins.
12 anos. DOZE.
Como assim? Quando? Em que momento é que isto aconteceu?
O último ano em que ainda são oficialmente crianças.
Porque, ao que parece, para o ano entram naquele mundo misterioso chamado… adolescência.
E eu?
Eu não estou psicologicamente preparada.
Zero. Nadinha.
Vêm aí:
👉 a puberdade;
👉 as crises existenciais;
👉 os amigos (tema delicado…);
👉 as respostas atravessadas (já estamos a aquecer, confesso 😅);
👉 e tudo o resto que faz parte desta fase “maravilhosa”!
Basicamente… sobrevivência em nível avançado.
Mas a verdade é que estes 12 anos foram cheios.
Cheios de barulho, de caos, de gargalhadas, de discussões, de abraços e de muito amor.
A minha vida sem estes dois?
Nem sei… mas sei que não era, de certeza, tão intensa.
São exigentes? Muito.
Põem-me os nervos em franja? Frequentemente.
Mas também me fazem rir à gargalhada como mais ninguém.
São os meus companheiros de todos os dias.
Os meus distribuidores oficiais de beijinhos e abraços.
E no meio deste turbilhão todo, só quero uma coisa:
É que sejam felizes. Muito felizes.
Porque o resto… vamos gerindo. (ou tentando 🤷♀️)
💓
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Janeiro é aquele mês que tem 74 dias e 12 segundas-feiras... parece interminável!
O mês das resoluções, das dietas, das promessas e do frio que parece não ter fim.
Mas este ano?
Janeiro passou-me num ápice.
Talvez porque cá em casa ele começa sempre em modo celebração.
Abre logo com fogo-de-artifício emocional: a cá de casa princesa faz anos.
E este ano não foram “uns aninhos”.
Foram 10.
Dois dígitos.
Assim, de repente.
Não sei bem o que pensar.
Dez anos de uma menina doce, carinhosa, meiga, preocupada com tudo e com todos.
Inteligente. Observadora. Sensível.
Mas também… com pelo na venta, que não deixa que lhe ponham a pata em cima.
E ainda bem.
(Embora com os irmãos a teoria da diplomacia às vezes vá de férias.)
Dez anos de colo.
De perguntas difíceis.
De gargalhadas.
De birras (poucas).
De aprendizagens — dela e minhas.
E talvez por isso para mim janeiro tenha passado a correr.
Porque quando o tempo se mede em crescimento de filhos, ele nunca é longo.
Ele voa.
Dizem que janeiro é interminável.
Para mim, foi apenas o mês em que percebi que a minha bebé já não é bebé.
E isso… isso sim, deixa-me sem palavras.
💓





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