Ficámos por terras lusas, fomos a alguns daqueles lugares habituais do coração, estivemos com amigos e família… fizemos o que fazemos quase todos os anos.
E foram boas. Foram mesmo.
Mas… uma pessoa habitua-se mal. 😂
Talvez por isso tenha ficado com a sensação de que este ano faltou qualquer coisa.
Não fizemos nada de muito diferente, não houve grandes aventuras, nem aquelas “loucuras” de pegar nos miúdos e ir descobrir um sítio novo.
Foi muito família. Muito amigos. Muito convívio.
E, afinal, agosto é um bocadinho para isso mesmo.
Mas acho que este ano ficou a faltar… nós.
Os cinco.
Sem horários, sem listas de coisas para fazer, sem pensar no que vem a seguir, sem a pressão das tarefas que se acumulam durante o resto do ano.
Só os cinco, descontraídos, a fazer nada de especial… que, muitas vezes, é precisamente o que mais precisamos.
Este ano optámos por não fazer grandes loucuras. Talvez porque também estamos naquela fase em que percebemos que nem todas as férias precisam de ser memoráveis, cheias de planos, viagens e sítios para conhecer.
Às vezes basta estar.
Mas este ano, confesso, fiquei com aquela sensação estranha de que estivemos muito com toda a gente… e pouco só connosco.
E se calhar foi isso que me ficou atravessado.
Não foram más férias. Longe disso.
Foram férias cheias de pessoas de quem gostamos, de sítios que nos dizem alguma coisa e de momentos bons.
Só faltou aquele bocadinho de tempo em que somos apenas nós os cinco.
Sem mais nada.
E talvez para o próximo ano seja isso que vamos procurar.
Ou então não… 😂
💜

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