quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Desabafo
Há dias fui a um evento promovido pelo meu antigo local de trabalho.
E confesso: fui com o peito cheio de orgulho, porque os meus filhos foram distinguidos pela sua participação no Desporto Escolar. Foi um daqueles momentos em que o coração cresce só de os ver subir ao palco! 🤭
Mas não, hoje não venho falar deles.
Venho falar de mim. Do saudosismo que me bateu forte (sem pedir licença e quase sem aviso) e das personagens que passam pela minha vida — e, provavelmente, pela de todos nós!
No evento reencontrei colegas com quem convivi durante muitos anos. Colegas com quem ri, com quem chorei, com quem partilhei dias bons e dias menos bons.
E bastou vê-los para tudo regressar à memória: as conversas, os convívios, as saídas, as personagens daquele sítio (porque havia personagens, e das boas!), as aventuras e as pequenas loucuras do quotidiano.
Curiosamente, os momentos menos bons… puff… desapareceram todos, como se o cérebro tivesse decidido fazer ali uma edição especial “versão deluxe”.
Recebi abraços — e que bem que me souberam!
Abraços de pessoas que nem imaginam o quanto aprendi, ao longo dos anos, a gostar de abraços.
Vieram sorrisos, vieram memórias e, claro… vieram lágrimas também.
Mas, como em todas as histórias da minha vida, também aqui houve uma vírgula.
Um “mas”.
Um “contudo”.
Um “porém” daqueles bem sonoros.
Ali, no meio do meu momento nostálgico, tive a brilhante ideia (sim, ironia) de ir cumprimentar uma das personagens lá do sítio e dirigi-me a ela dizendo:
“Olá, está tudo bem contigo?”
E o que recebo de volta?
Um “Olá!”, porque a boa educação manda… seguido, imediatamente, de um:
“Então estás a trabalhar onde?”
Na minha simplicidade habitual, sem floreados, respondi onde estou a trabalhar, mas sem dar grande importância ao assunto...
E de lá vem um “Ehm”.
Assim, seco.
Curto.
Daqueles “Ehm” que querem dizer:
“Coitadinha… isso não é nada de especial.”
Ainda tentei remendar: “Mas estou a exercer a minha área!”
E aí então recebo um “Ah!” 😂
Sabem aquele “Ah!” que não acrescenta nada?
Aquele “Ah!” que dispensa legenda porque já vem carregado de veneno?
Pensei:
Mas esta personagem, que nunca saiu da sua zona de conforto, continua achar-se o maior lá da aldeia!
Acredito que seja um grande senhor ali na zona, literalmente, conhecesem vocês a personagem! Sem dúvida que é certamente um senhor, em todos os sentidos, até porque conheço o trabalho dele. Mas desde que o conheci, também sempre notei o tom de algumas expressões! Ora bolas… isso não lhe dá o direito de diminuir os outros com um “Ehm” seco!
Tive vontade de lhe dizer tanta coisa… e tenho quase a certeza de que ficaria admirado. O meu estatuto de “Ehm” subiria talvez uns degraus aos olhos dele.
Deu-me, sinceramente, vontade de rir, porque o tom da personagem continua o mesmo!
E, pela primeira vez, senti os meus neurónios e o meu coração a trabalharem em perfeita sintonia e a dizerem-me:
“Não te dês ao trabalho. Não vale a pena. Segue.”
Virei costas, fui falar com quem realmente me dizia alguma coisa naquela sala e voltei a sentir o aconchego do que vale a pena guardar. Voltei a receber abraços!
É incrível como há gente que ainda acha que o valor de uma pessoa se mede pelo sítio onde se trabalha e consegue reduzir tudo isso a um “Ehm”!
Para essas pessoas digo apenas:
“Ehm… pobres coitados! Vêm o mundo tão pequenino… e ele é tão grande!”
E sim, acho mesmo que há ali um problema de superioridade! 😏
O preconceito é um sentimento tão mesquinho.
Trouxe comigo apenas o que interessa: as boas memórias, os abraços inesperados e a certeza de que estou exatamente onde devo estar, embora exista em mim algum saudosismo do que ali vivi!
Ele há personagens!
😏
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Sim, voltei!
Voltei só para partilhar uma conversa do Salvador.
(Volta e meia saí-se com umas conversas que só me dá vontade de rir. São tantas, mas como por vezes não tenho onde escrever, acabo por me esquecer. Conselho: Mães andem sempre com o bloco de notas para não se esquecerem das conversas da "maria da cobra" dos vossos filhos!)
Ao pequeno almoço, um dia durante esta semana...
Salvador: "Mãe, quando crescer não quero ter filhos!"
Eu: "Então porquê filho?"
Salvador: "Porque eles fazem muitas asneiras e desarrumam tudo e depois sou eu que tenho que arrumar sozinho!
😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
Como podem imaginar a coisa aqui em casa é de tal ordem que eles próprios já reconhecem. Eu e o pai passamos a vida a exigir-lhes para arrumarem tudo.
Se nos dão ouvidos e fazem aquilo que pedimos?
É evidente que não! Acabamos por ser sempre nós, eu e o pai!
Às vezes ainda vamos buscar um daqueles sacos pretos do lixo e aí vê-los arrumar, mas claro com muitos gritos pelo meio!
Este é, sem dúvida o meu filho mais desarrumado, o que vira a casa toda ao contrário em segundos!
É o filho que me dizia que não queria crescer porque depois já não ia caber no meu colo! É o meu filho mais observador e consequentemente mais curioso, também!
❤
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Graças a Deus, não sou aleijada e até à data tenho tido saúde para dar e vender!
O primeiro ano não foi nada complicado… quando começaram os dois a andar, aí sim, passou a ser uma pouco mais cansativo…
Algumas pessoas chegam mesmo a chamar-me de Mãe-Coragem, como a mãe do Cristiano Ronaldo!
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Uma grávida ouve de tudo… principalmente histórias terríveis de partos!



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