Aldeia do Taslanal, mémorias das férias


Abri o álbum de fotografias das nossas férias e, de repente, volto àquele dia em que visitamos a aldeia do Taslanal como se fosse ontem.

Já visitei muitas vezes a serra da Lousã quando era miúda. Tínhamos por hábito nas nossas férias fazer sempre um dia de passeio nas serras circundantes à nossa aldeia. Mas nunca, nunca tinha visitado as aldeias de xisto da Serra da Lousã.

Pois bem, este foi o ano!

Saímos de manhã - não cedo que o pessoal nas férias deita-se tarde e acorda tarde - em direção às serras.

Tínhamos falado com uns amigos que nos recomendaram a visita ao Taslanal, daí o nosso destino.

Em pleno coração da Serra da Lousã, o Talasnal recebeu-nos com a sua serenidade rústica: as casas de xisto, as ruelas estreitas, o verde que abraçava ainda todo o cenário envolvente, para um dia de passeio perfeito!

Ou quase, não fossem as guerrinhas dos Três e o mau-humor de pré-adolescente da Baby C! Entre as macacadas e traquinices dos gémeos e as descobertas da Baby C (que teimava em fazer cara de pré-adolescente em cada passo que não queria dar), tivemos de aprender a lidar com pequenas crises pelo caminho. Mas, entre risos, pequenos dramas e murmúrios da serra, encontrámos também momentos de pura felicidade e cumplicidade.

Sentamo-nos numa pequena esplanada para descansar e repor líquidos tendo em conta os 40 graus que se faziam sentir, mais precisamente no O’ Retalhinho, um espaço acolhedor onde nos foi sugerido que provássemos um pastel de castanha e amêndoa, especialidade local com receita patenteada, simplesmente deliciosa!

A visita ao Talasnal tornou-se mais do que um simples dia de passeio a uma aldeia bonita: tornou-se um dia de refúgio onde o tempo abrandou o que nos permitiu simplesmente estar juntos, mesmo com uma pré-adolescente a testar os nossos limites. Cada riso, cada olhar e até cada pequena birra ficou-nos gravado no coração.

E confesso que visitar o Talasnal, ainda por cima antes da passagem do fogo, tornou-se ainda mais especial. Carregámos connosco uma sensação profunda de graça por termos visitado a aldeia em todo o seu esplendor e a certeza de que estes lugares devem ser cuidados, preservados e acarinhados, como quem protege uma memória preciosa.

Visitar aldeias de xisto como esta é uma forma de valorizar o património, preservar memórias e colecionar histórias para contar — com um sorriso ou uma gargalhada pelo meio.

E se já conhecem o Talasnal ou outra aldeia de xisto, que histórias engraçadas trouxeram de lá?

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