Sobre nós
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
Escondida entre as serras do concelho da Pampilhosa da Serra, está uma pequena aldeia que teima em resistir ao tempo, a minha aldeia do coração.
Cada vez com menos gente, cada vez mais silenciosa… Este ano, essa ausência foi notória e fez-se sentir ainda mais. Faltavam rostos, faltavam vozes, faltava aquela agitação que, noutros tempos, transformava as ruas numa espécie de carnaval serrano. E confesso que fiquei com o coração apertado e uma tristeza enorme...😔
Vêm-me à memória lembranças de quando era criança e a aldeia fervilhava de vida no mês de agosto. Carros para cima e para baixo, gargalhadas que ecoavam dia e noite dentro de gente que já partiu, mas que continua viva nas memórias de quem cá ficou.
Nos dias que antecediam a festa anual, havia sempre aqueles que vinham chamar a minha avó para fazer a filhó espichada — tinha uma técnica que ninguém conseguia igualar! Fazia as melhores filhoses da aldeia! Sempre adorei filhoses e os Três também gostam! Ainda bem que a minha mãe lhe apanhou a técnica e conseguiu até superar as da minha avó!
Por tanto gostar, a minha avó chegou mesmo a comprar uma fritadeira gigante para fazer a maior filhó espichada de sempre… acho que devia ter ficado registado no Guinness! 😅
E a água da casa dos meus avós? Um furo mágico com água fresquinha, onde muitos com os cântaros vinham buscar sem pedir licença. Era mesmo assim! Confesso que, muitas vezes, assustava-me com alguém a entrar inesperadamente, mas isso fazia parte do charme do sítio!
O meu avô, que durante anos foi presidente da junta de freguesia, era dos poucos que tinha telefone em casa. Adorava quando interrompiam o almoço ou o jantar para uma chamada urgente — nada como misturar a chanfana típica da zona com uma conversa particular ou assuntos da freguesia!
Ah, a chanfana! Também dias antes da festa, o meu pai e o meu avô iam comprar a cabra. Gostava de ir com eles só para dar um passeio pelas serras. Isto quando os meus avós já não tinham criação, porque quando tinham era o próprio do meu avô que preparava a cabra. Por estes dias, o forno a lenha dos meus avós estava sempre a trabalhar, assando caçarolas de chanfanas que iam parar a muitas mesas da aldeia. Cheirinho que nos deixava salivar durante horas!
Quando eu era pequena, o dia da festa era um frenesim. A minha mãe comprava-me sempre um vestido novo — todos se vestiam a rigor, como se fossem para uma cerimónia real! Eu gostava do vestido, mas exibi-lo na procissão era… digamos, um castigo! E os foguetes que estalavam no céu e eu ficava aterrorizada! Odiava acordar com aquele barulho que anunciava às aldeias vizinhas que a nossa terra estava em festa.
De manhã cedo, as cornetas tocavam e, pouco depois chegava a filarmónica que percorria a aldeia de casa em casa a recolher ajuda para a festa. Durante o almoço, os músicos eram convidados a sentarem-se à mesma mesa das famílias, em casas pequeninas, partilhando a chanfana da aldeia e umas boas gargalhadas, num ambiente acolhedor.
À tarde, a missa e a procissão em honra de Nossa Senhora das Neves, a nossa padroeira, era um momento grandioso. Três andores percorriam a aldeia, acompanhados por centenas de pessoas com promessas a cumprir. Um momento de fé e devoção mas também de encontros e reencontros.
Já à noite, durante anos, o mesmo duo musical animava a aldeia. Deixaram o legado em descendentes da aldeia que já tinham o gosto musical das concertinas, incutido pelos seus avós.
Outros, também tomaram o gosto pela concertina e hoje é graças a eles que por vezes ainda ecoa pelas ruas o som de uma concertina que alegra a aldeia.
E a tradição da alvorada? Os mais resistentes da noite iam de casa em casa despertar quem ainda dormia. Dizem que, em tempos, até se entrava pelos telhados. Imaginem o susto de acordar com alguém a espreitar do teto! 😂
Anos atrás, poucos, tentou-se recuperar a tradição, quando ainda fazia sentido para muitos vir à festa da aldeia, passar por esta altura uma temporada de férias!
Mas a vida corre e tudo muda. Fomos perdendo pessoas da maneira mais triste, aquela que é para sempre... Ficamos tristes, com mágoas grandes, feridas abertas...
Hoje somos um pequeno grupo de pessoas que se veem pela altura da Páscoa, e pela altura da festa anual, a qual vamos tentando manter com muito esforço... Somos quase sempre os mesmos...
Este ano foi sem dúvida visível os que nutrem amor pelas raízes e que honram as pessoas que perdemos, simplesmente estando presentes, apesar da dor.
Temos sido poucos, é verdade. A aldeia foi-se esvaziando, ficando cada vez mais dependente dos regressos sazonais.
Este ano fomos poucos, sim. Mas fizemos a festa. Porque a festa é mais do que música e foguetes. É a ligação à padroeira, é a partilha entre vizinhos e família, é a celebração da própria aldeia, é o convívio.
E enquanto houver quem acenda uma vela, quem traga um andor, quem toque uma concertina, quem vista o melhor traje para honrar a tradição, a aldeia continuará a ter vida. Pouca, talvez, mas genuína.
E no fim chego à conclusão que até de ouvir os foguetes, sinto falta!
💗
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Olá e Bom Ano Novo para todos vós!
Sei que passei estes três meses um pouco ausente e isso teve uma justificação. Foi um período de adaptação com esta mudança de 180 graus na minha vida e que se deveu à minha mudança de emprego.
Como já referi não foi fácil, mas acho que agora as coisas começam a entrar nos eixos. E nesse sentido prometo este ano estar mais presente neste meu cantinho virtual.
Tenho tanta coisa para vos contar. Fizemos, nestes meses, algumas coisas engraçadas, que faço intenção de vos relatar! E prometo ao longo deste mês por-vos a par de tudo... Apesar de já ter começado mal... Mas isso também tem uma justificação plausível de que falarei no próximo post!
Para já aproveito para vos desejar um ano melhor do que foi 2018!
❤
Ainda não tinha tido oportunidade de vir a este meu cantinho e desejar-vos um bom ano... Acho que ainda vou a tempo, uma vez que o mês de janeiro não chegou ao fim! 😅
Sei que passei estes três meses um pouco ausente e isso teve uma justificação. Foi um período de adaptação com esta mudança de 180 graus na minha vida e que se deveu à minha mudança de emprego.
Como já referi não foi fácil, mas acho que agora as coisas começam a entrar nos eixos. E nesse sentido prometo este ano estar mais presente neste meu cantinho virtual.
Tenho tanta coisa para vos contar. Fizemos, nestes meses, algumas coisas engraçadas, que faço intenção de vos relatar! E prometo ao longo deste mês por-vos a par de tudo... Apesar de já ter começado mal... Mas isso também tem uma justificação plausível de que falarei no próximo post!
Para já aproveito para vos desejar um ano melhor do que foi 2018!
❤
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Já passaram dois meses desde que iniciei uma nova vida laboral à qual me tenho dedicado para tentar apanhar o fio à meada!
Por isso, tenho deixado um pouco para trás este meu quarto filho (como diz uma amiga minha), o blog! 😎
Se está a ser fácil? Não, não está!
Eu explico: foi uma mudança radical! Uma mudança de tudo, de local, de pessoas, e de funções! Funções essas que são completamente diferentes daquelas que desempenhei ao longo de quase 15 anos (vá 14, para ser mais precisa). E que em pouco ou nada se enquadram na minha área de formação que é a comunicação. Sou agora uma técnica cujas funções são uma mistura de gestão administrativa de bens com direito!
Ou seja, tenho tentado adaptar-se a isto tudo, intensamente. Um organismo diferente, regras diferentes, meios diferentes, funções diferentes, pessoas diferentes, para quem eu sou uma completa desconhecida!
E quanto às pessoas tive a sorte de encontrar uma cara conhecida. Não fazia ideia de que trabalhava ali e, se querem saber para mim que tenho uma certa tendência para ser anti-social (irónico não é, sendo eu de comunicação), não imaginam a felicidade que é encontrar alguém que já conhecíamos naquele meio que é totalmente novo! Facilita imenso a integração!
E quanto às pessoas tive a sorte de encontrar uma cara conhecida. Não fazia ideia de que trabalhava ali e, se querem saber para mim que tenho uma certa tendência para ser anti-social (irónico não é, sendo eu de comunicação), não imaginam a felicidade que é encontrar alguém que já conhecíamos naquele meio que é totalmente novo! Facilita imenso a integração!
Ando mais cansada, e se me sento ou deito cinco minutos no sofá acabo por adormecer, mais rápido que os Três! Daí estar à quase dois meses sem dar notícias no blog.
A par disto tudo, há toda uma vida familiar para gerir!
A par disto tudo, há toda uma vida familiar para gerir!
Mas neste novo mundo, mais citadino do que aquele a que estava habituada, sinto-me uma miúda! Passei a ser novamente a caçula do serviço! O que tem uma certa piada, ao fim de quase 15 anos e com 37 anos de idade voltar a ser chamada de caçula! 😁
E nos elevadores (o edifício tem seis elevadores e ainda não percebi se tem dezassete ou dezoito andares) faço com cada figura! Não é que tenha medo, mas cada vez que o elevador pára vou toda afoita a pensar que já cheguei ao meu piso e muitas vezes saio e volto a entrar rapidamente! 😂😂😂
Ou então esqueço-me de carregar no número do piso e fico minutos dentro do elevador sozinha à espera que ele ande! Depois chega outra pessoa e carrega no botão! Farto-me de rir de mim própria, para dentro, claro, para disfarçar!
Mas não pensem que sou só eu a fazer estas figuras! Há mais! 😂😂😂
Como disse não está a ser fácil, mas no entanto precisava disto como quem precisa de ar para respirar e a verdade é que apesar de estar mais cansada, sinto-me muito mais leve!
As mudanças fazem sempre bem e às vezes é preciso arriscar!
As mudanças fazem sempre bem e às vezes é preciso arriscar!
❤
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Há momentos na vida em que sentimos necessidade de dizer basta! Eu preciso de mais! Eu preciso de mudar! Ao fim de quase 15 anos, senti que estava na altura de mudar de emprego.
Não que não gostasse do que fazia, porque até gostava e muito. Mas senti uma necessidade enorme de procurar algo diferente. Tinha um emprego onde estava demasiado confortável, na minha área de formação e onde fazia aquilo que gostava. Arrisco-me a dizer que se fosse preciso até era capaz de fazer as coisas de olhos fechados de tão segura que estava!
No entanto, sentia que já não havia mais nada novo para aprender ali, e que não iria evoluir mais. Não tinha mais nada a dar àquela entidade que me pagava o salário, e aquela entidade também não tinha mais nada de novo para me oferecer.
Aquela entidade que merece todo o meu respeito, onde cresci como pessoa e como profissional, onde conheci muitas pessoas, muitas das quais com quem fiz grandes amizades. Se me custou? Custou e muito! Mas tinha que ser e faz parte do querer abrir horizontes. E eu que nunca tive de mudar de emprego, precisava de abrir horizontes. Conhecer outro ambiente de trabalho, outras pessoas!
No fundo precisava de começar de zero!
Coloquei pés ao caminho e procurei. Actualizei o meu currículo e voltei a candidatar-me a ofertas de emprego!
Descobri pessoas fantásticas, lugares extraordinários, e inclusive deixei algumas portas abertas para o futuro, quem sabe! De quase todas as entrevistas a que fui trouxe bons conselhos!
E descobri, e não é para me gabar, que até tenho bastante valor enquanto técnica da área da comunicação.
É claro que uma mudança nunca é fácil. Mas tudo se aprende e com boa vontade e algum esforço lá chegarei ao ponto de estar demasiado confortável neste novo trabalho que tenha de voltar a mudar! 😄
E para tomar este passo, sim foi preciso coragem!
❤
O meu upgrade de panorâmicas no local de trabalho!
terça-feira, 13 de março de 2018
"É preciso terem uma grande coordenação para conseguirem cuidar de três crianças tão pequenas!"
Volta e meia mandam-nos estas frases/perguntas maravilhosas! Bem, já não me lembro se foi bem assim (porque a minha cabeça agora só retém mesmo o que é importante), mas foi mais ou menos isto! E não sei bem o que é que a pessoa queria dizer, efetivamente... porque o ar com que proferiu a frase foi um tanto ou quanto duvidoso...
Por isso não percebi se estava a querer elogiar, ou seja se éramos uma espécie de super-hérois; ou se estava a querer dizer que éramos loucos!
Estive quase para convidar a pessoa a ir lá passar uns dias a casa para ver como era!
Mas, se nos coordenamos? Se combinamos eu faço isto tu fazes aquilo? Não! Não, planeamos nada!
Nada de nada.
Se as coisas funcionam? Funcionam. Cada um de nós sabe que há para fazer, por isso basta pormos mão à obra.
Se eu estou a fazer o jantar, o pai está a tomar conta deles. E tomar conta vai desde entretê-los criando alguma ordem nas brincadeiras. (Os gémeos são dois rapazes, facilmente perdem ordem nas brincadeiras!)
Se um está a arrumar a cozinha, o outro está a preparar os Três para os deitar!
É claro que nem sempre estamos os dois com eles. Por isso temos de arranjar estratégias para que se entretenham enquanto estamos a fazer qualquer coisa em casa, se um de nós tiver que ficar sozinho com os Três!
Valem-nos o Canal Panda e o Disney Júnior!
Valem-nos os puzzles, que eles adoram fazer, nomeadamente o Santiago que é mais concentrado... e a plasticina, que o Salvador adora moldar!
Valem-nos os legos e os livros de pinturas, todos rabiscados!
Muitas vezes instala-se um pequeno caos por toda a casa... o que significa os brinquedos todos espalhados!
Mas, até à data, nunca tivemos paredes pintadas, nem sofás rabiscados, a farinha ou o açúcar entornado!
Sem dúvida alguma, é uma casa com vida!
❤
Volta e meia mandam-nos estas frases/perguntas maravilhosas! Bem, já não me lembro se foi bem assim (porque a minha cabeça agora só retém mesmo o que é importante), mas foi mais ou menos isto! E não sei bem o que é que a pessoa queria dizer, efetivamente... porque o ar com que proferiu a frase foi um tanto ou quanto duvidoso...
Por isso não percebi se estava a querer elogiar, ou seja se éramos uma espécie de super-hérois; ou se estava a querer dizer que éramos loucos!
Estive quase para convidar a pessoa a ir lá passar uns dias a casa para ver como era!
Mas, se nos coordenamos? Se combinamos eu faço isto tu fazes aquilo? Não! Não, planeamos nada!
Nada de nada.
Se as coisas funcionam? Funcionam. Cada um de nós sabe que há para fazer, por isso basta pormos mão à obra.
Se eu estou a fazer o jantar, o pai está a tomar conta deles. E tomar conta vai desde entretê-los criando alguma ordem nas brincadeiras. (Os gémeos são dois rapazes, facilmente perdem ordem nas brincadeiras!)
Se um está a arrumar a cozinha, o outro está a preparar os Três para os deitar!
É claro que nem sempre estamos os dois com eles. Por isso temos de arranjar estratégias para que se entretenham enquanto estamos a fazer qualquer coisa em casa, se um de nós tiver que ficar sozinho com os Três!
Valem-nos o Canal Panda e o Disney Júnior!
Valem-nos os puzzles, que eles adoram fazer, nomeadamente o Santiago que é mais concentrado... e a plasticina, que o Salvador adora moldar!
Valem-nos os legos e os livros de pinturas, todos rabiscados!
Muitas vezes instala-se um pequeno caos por toda a casa... o que significa os brinquedos todos espalhados!
Mas, até à data, nunca tivemos paredes pintadas, nem sofás rabiscados, a farinha ou o açúcar entornado!
Sem dúvida alguma, é uma casa com vida!
❤
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Fez esta semana um ano que celebrámos o baptizado da nossa princesa. Foi um dia maravilhoso, no qual podemos contar com a presença da nossa família e dos nossos amigos, pessoas deveras importantes! Para assinalar a dia recebemos como surpresa o álbum de fotos do baptizado da baby C.
Sim, eu sei, um ano depois! Foi com o meu aval.
Porquê a espera?
Simples, uma questão de amizade. A fotografa que fez o baptizado da baby C, iniciou, no final do ano passado, um projecto a solo: a All For Love.
Claro está, que este ano foi um ano de grande trabalho. Prender clientes antigos, angariar novos, trabalhar muito para mostrar o seu trabalho (que eu, pessoalmente, adoro e acho magnífico) e gerir burocracias e papeladas de uma pequena média empresa, não foi pêra doce!
Porque somos amigas, disse-lhe que podia esperar! E se querem saber valeu a pena a espera.
O álbum está um mimo e vê-se que foi feito com muito carinho.
O trabalho ficou amoroso, e será sem sombra de dúvida uma recordação muito bonita deste dia! Da mesma forma que fizemos para os gémeos, tínhamos de fazer para ela! Não podia ser diferente!
Uma vez mais, obrigada Eugénia Tomás!
❤
Sim, eu sei, um ano depois! Foi com o meu aval.
Porquê a espera?
Simples, uma questão de amizade. A fotografa que fez o baptizado da baby C, iniciou, no final do ano passado, um projecto a solo: a All For Love.
Claro está, que este ano foi um ano de grande trabalho. Prender clientes antigos, angariar novos, trabalhar muito para mostrar o seu trabalho (que eu, pessoalmente, adoro e acho magnífico) e gerir burocracias e papeladas de uma pequena média empresa, não foi pêra doce!
Porque somos amigas, disse-lhe que podia esperar! E se querem saber valeu a pena a espera.
O álbum está um mimo e vê-se que foi feito com muito carinho.
O trabalho ficou amoroso, e será sem sombra de dúvida uma recordação muito bonita deste dia! Da mesma forma que fizemos para os gémeos, tínhamos de fazer para ela! Não podia ser diferente!
Uma vez mais, obrigada Eugénia Tomás!
❤
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Há uns dias que não publico... não fui capaz...
Não fui capaz porque em todos os bocadinhos livres que tive durante estes dias, estive viciada nas redes sociais e nos ecrãs de televisão, na anseia de saber notícias do concelho do meu coração, a Pampilhosa da Serra.
O fogo assolou tudo. Levou tudo à frente, sem pudor. E desta vez não se conseguiram salvar casas. As notícias dão conta de duas centenas e meia de casas ardidas, muitas de primeira habitação. Estima-se que o número de casas ardidas, só neste concelho, ascenda às 500.
Desta vez, o fogo ceifou uma vida.
Catorze viaturas e 57 bombeiros para um concelho de quase 400 quilómetros quadrados. Não, não tinham como chegar a todo o lado. E mesmo que chegassem não conseguiriam travar o fogo, tal era a sua dimensão e velocidade. Alguns dos relatos que fui ouvindo o confirmaram.
Não tenho palavras. Não consigo imaginar o sofrimento destas pessoas e arrepio-me com os relatos que vou ouvindo na televisão.
No país morreram, desta vez, mais 43 pessoas. A juntar aos 64 do fogo que assolou o centro do país em meados de junho. No total, perfazem 107 (até à data).
No domingo estive lá perto. Estava um calor anormal para época e mesmo que fosse da época, era muito calor. Vi os focos de incêndio a alastrar a uma velocidade tremenda e a ganharem uma dimensão assustadora, vi e ouvi o barulho das labaredas a quilómetros de distância (talvez uns 20) e senti o vento que se levantou ao final da tarde... Um cenário que tinha todas as condições para se tornar devastador.
Pelo o caminho até Lisboa, vimos várias colunas de fumo, negras, e algumas estradas cortadas. No dia seguinte, ouvimos falar em mais de 500 ocorrências. Era, sim, impossível chegar a todo o lado.
Se podiam as nossas corporações ter feito mais, se podiam os comandantes dos centros de operações terem tomado outras decisões? Podiam, claro que podiam!
Todos podemos sempre fazer mais e melhor. Acredito que fizeram o melhor que podiam no momento do desespero, em que é sempre difícil pensar com racionalidade.
Não quero, contudo, desvalorizar o trabalho dos bombeiros, porque eles sim são uns heróis que deixaram as suas famílias para socorrerem as famílias de desconhecidos e enfrentaram este "Adamastor", pondo as suas vidas em perigo! E se não fizeram mais é porque realmente a condição humana não permite. Sim, porque eles apesar de serem seres cheios de coragem, também são humanos!
E dizem ser apoiados por um sistema de comunicações denominado SIRESP. Já não sei precisar há quantos anos, sempre que há incêndios no nosso país, oiço notícias de que o SIRESP funcionou mal ou simplesmente não funcionou. Como pode um sistema deste género, por mais inovador que seja, funcionar em locais que NUNCA, mas NUNCA, tiveram rede móveis de comunicações de qualidade? Recordo a Pampilhosa ficou completamente isolada. Nós os de cá entrámos em desespero porque não conseguíamos comunicar para lá.
Há muitos anos que o nosso país não ardia como ardeu este ano. Há muitos anos que a floresta estava esquecida. Porque a evolução assim o ditou. Porque antes tínhamos pessoas que cuidavam da terra e faziam disso o seu sustento. As aldeias estavam povoadas e por consequência as terras à volta cultivadas e tratadas. Hoje, não temos nada disso. E as terras estão esquecidas e desprotegidas.
A Ministra da Administração Interna demitiu-se. Mas pergunto se ela se tivesse demitido há quatro meses atrás, será que isto não tinha acontecido? E agora o problema está resolvido com demissão dela? Com a demissão dela, estará também demitida a responsabilidade política do governo? Será que não vai voltar a acontecer?
Bem talvez não, acho que já ardeu tudo o que havia para arder, ou quase tudo, pelo menos naquela zona! Ouvi nas notícias que este ano já arderam 520 mil hectares em todo o país, mais de metade da área ardida em toda a União Europeia.
Nunca entendi esta necessidade de arranjar sempre um culpado a quem cortar a cabeça.
Esta é uma daquelas situações em que a culpa morrerá solteira, porque na verdade a culpa é de todos nós.
Sim, porque não terá sido só culpa do governo, deste ou dos outros, que não tomaram medidas corretas em relação à floresta, ou que não se preocuparam em ordenar e proteger. É também nossa, pessoas comuns, que não respeitámos. Dos que fazem queimadas e fogueiras em alturas menos adequadas, dos que fazem piqueniques e deixam lixo no local, dos que constroem lixeiras a céu aberto em espaços florestais recônditos ou dos que atiram beatas para o chão em zonas florestais e podia continuar ... um rol de atos irrefletidos ou refletidos sem a mínima noção de civismo.
Já para não falar dos loucos incendiários ou dos negócios do fogo... Somos um país de floresta, e em consequência do lucro e da ganância, sim, acredito existir toda uma indústria do fogo, que me parece a mim que está a crescer e ficar cada vez mais gananciosa, que não olha a meios nem fins para atingir objetivos. 500 ocorrências num só dia, parece-me excessivo. Sem dúvida que terá sido mão criminosa. E duvido que existam no nosso país 500 loucos incendiários que se lembraram todos do mesmo, no dia 14 de outubro.
Estavam reunidos um conjunto de fatores para este cenário. Incêndios semelhantes àqueles que acontecem em países de grandes dimensões como o Estados Unidos da América ou a Austrália.
A única diferença é que somos um país pequeno e que isto terá para nós repercussões mais sérias a curto e longo prazo, tanto no ambiente como na nossa economia, do que tem este tipo de acontecimento/tragédia nestes países.
Centenas de pessoas perderam tudo, não lhes restou nada a não ser a roupa de corpo e a boa vontade alheia. O que nos vale é que somos um povo altruísta.
No pior cenário e com coração cheio de tristeza, fico feliz de sermos um povo que dá a volta por cima nas situações mais difíceis, que se voluntaria, que dá sem olhar a quem... e isso apazigua.
Proliferam já por aí campanhas de reflorestação, petições, manifestações. Deixo-vos alguns links para que possam saber informações e se quiserem contribuir saibam onde se dirigir.
E se passarem pela zona afetada, plantem uma árvore. Se todos o fizermos, o verde voltará a renascer!
Não fui capaz porque em todos os bocadinhos livres que tive durante estes dias, estive viciada nas redes sociais e nos ecrãs de televisão, na anseia de saber notícias do concelho do meu coração, a Pampilhosa da Serra.
O fogo assolou tudo. Levou tudo à frente, sem pudor. E desta vez não se conseguiram salvar casas. As notícias dão conta de duas centenas e meia de casas ardidas, muitas de primeira habitação. Estima-se que o número de casas ardidas, só neste concelho, ascenda às 500.
Desta vez, o fogo ceifou uma vida.
Catorze viaturas e 57 bombeiros para um concelho de quase 400 quilómetros quadrados. Não, não tinham como chegar a todo o lado. E mesmo que chegassem não conseguiriam travar o fogo, tal era a sua dimensão e velocidade. Alguns dos relatos que fui ouvindo o confirmaram.
Não tenho palavras. Não consigo imaginar o sofrimento destas pessoas e arrepio-me com os relatos que vou ouvindo na televisão.
No país morreram, desta vez, mais 43 pessoas. A juntar aos 64 do fogo que assolou o centro do país em meados de junho. No total, perfazem 107 (até à data).
No domingo estive lá perto. Estava um calor anormal para época e mesmo que fosse da época, era muito calor. Vi os focos de incêndio a alastrar a uma velocidade tremenda e a ganharem uma dimensão assustadora, vi e ouvi o barulho das labaredas a quilómetros de distância (talvez uns 20) e senti o vento que se levantou ao final da tarde... Um cenário que tinha todas as condições para se tornar devastador.
Pelo o caminho até Lisboa, vimos várias colunas de fumo, negras, e algumas estradas cortadas. No dia seguinte, ouvimos falar em mais de 500 ocorrências. Era, sim, impossível chegar a todo o lado.
Se podiam as nossas corporações ter feito mais, se podiam os comandantes dos centros de operações terem tomado outras decisões? Podiam, claro que podiam!
Todos podemos sempre fazer mais e melhor. Acredito que fizeram o melhor que podiam no momento do desespero, em que é sempre difícil pensar com racionalidade.
Não quero, contudo, desvalorizar o trabalho dos bombeiros, porque eles sim são uns heróis que deixaram as suas famílias para socorrerem as famílias de desconhecidos e enfrentaram este "Adamastor", pondo as suas vidas em perigo! E se não fizeram mais é porque realmente a condição humana não permite. Sim, porque eles apesar de serem seres cheios de coragem, também são humanos!
E dizem ser apoiados por um sistema de comunicações denominado SIRESP. Já não sei precisar há quantos anos, sempre que há incêndios no nosso país, oiço notícias de que o SIRESP funcionou mal ou simplesmente não funcionou. Como pode um sistema deste género, por mais inovador que seja, funcionar em locais que NUNCA, mas NUNCA, tiveram rede móveis de comunicações de qualidade? Recordo a Pampilhosa ficou completamente isolada. Nós os de cá entrámos em desespero porque não conseguíamos comunicar para lá.
Há muitos anos que o nosso país não ardia como ardeu este ano. Há muitos anos que a floresta estava esquecida. Porque a evolução assim o ditou. Porque antes tínhamos pessoas que cuidavam da terra e faziam disso o seu sustento. As aldeias estavam povoadas e por consequência as terras à volta cultivadas e tratadas. Hoje, não temos nada disso. E as terras estão esquecidas e desprotegidas.
A Ministra da Administração Interna demitiu-se. Mas pergunto se ela se tivesse demitido há quatro meses atrás, será que isto não tinha acontecido? E agora o problema está resolvido com demissão dela? Com a demissão dela, estará também demitida a responsabilidade política do governo? Será que não vai voltar a acontecer?
Bem talvez não, acho que já ardeu tudo o que havia para arder, ou quase tudo, pelo menos naquela zona! Ouvi nas notícias que este ano já arderam 520 mil hectares em todo o país, mais de metade da área ardida em toda a União Europeia.
Nunca entendi esta necessidade de arranjar sempre um culpado a quem cortar a cabeça.
Esta é uma daquelas situações em que a culpa morrerá solteira, porque na verdade a culpa é de todos nós.
Sim, porque não terá sido só culpa do governo, deste ou dos outros, que não tomaram medidas corretas em relação à floresta, ou que não se preocuparam em ordenar e proteger. É também nossa, pessoas comuns, que não respeitámos. Dos que fazem queimadas e fogueiras em alturas menos adequadas, dos que fazem piqueniques e deixam lixo no local, dos que constroem lixeiras a céu aberto em espaços florestais recônditos ou dos que atiram beatas para o chão em zonas florestais e podia continuar ... um rol de atos irrefletidos ou refletidos sem a mínima noção de civismo.
Já para não falar dos loucos incendiários ou dos negócios do fogo... Somos um país de floresta, e em consequência do lucro e da ganância, sim, acredito existir toda uma indústria do fogo, que me parece a mim que está a crescer e ficar cada vez mais gananciosa, que não olha a meios nem fins para atingir objetivos. 500 ocorrências num só dia, parece-me excessivo. Sem dúvida que terá sido mão criminosa. E duvido que existam no nosso país 500 loucos incendiários que se lembraram todos do mesmo, no dia 14 de outubro.
Estavam reunidos um conjunto de fatores para este cenário. Incêndios semelhantes àqueles que acontecem em países de grandes dimensões como o Estados Unidos da América ou a Austrália.
A única diferença é que somos um país pequeno e que isto terá para nós repercussões mais sérias a curto e longo prazo, tanto no ambiente como na nossa economia, do que tem este tipo de acontecimento/tragédia nestes países.
Centenas de pessoas perderam tudo, não lhes restou nada a não ser a roupa de corpo e a boa vontade alheia. O que nos vale é que somos um povo altruísta.
No pior cenário e com coração cheio de tristeza, fico feliz de sermos um povo que dá a volta por cima nas situações mais difíceis, que se voluntaria, que dá sem olhar a quem... e isso apazigua.
Proliferam já por aí campanhas de reflorestação, petições, manifestações. Deixo-vos alguns links para que possam saber informações e se quiserem contribuir saibam onde se dirigir.
E se passarem pela zona afetada, plantem uma árvore. Se todos o fizermos, o verde voltará a renascer!
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Estava um pouco apreensiva em relação à reação dos gémeos e da Baby C quando me vissem com o aparelho, mas a reação deles foi fantástica!
O Salvador pediu para eu lhe mostrar e disse muito espantado "Uau, mãe! Quando chegamos a casa vou dar-te um beijinho, combinado!" Chegamos a casa e nunca mais se lembrou do beijinho.
Já depois de jantar, o papá disse qualquer coisa e ele lembrou-se "Oh mãe, esqueci de dar-te um beijinho!" Fez-me uma festinha na cara, pôs o meu cabelo para trás das costas, deu-me o beijinho e disse "Estás bonita, mãe!" E ralhou com o pai pelo o comentário que proferiu em tom de brincadeira!
O Santiago olhou, mexeu e perguntou porque é que eu tinha o aparelho nos dentes. Expliquei-lhe e ele disse: "Também queo um apaelho".😁 (Espero que nunca venha a precisar! Mas se precisar saberá que a mãe também usou.)
A Carolina olhou para mim viu que eu tinha qualquer coisa de diferente e abraçou-se ao meu pescoço da mesma forma como me abraça todos os dias quando a vou buscar ao colégio, bem apertadinho.
Acho que até está moda. Hoje em dia vê-se pessoas de todas as idades a usarem ou porque tem problemas de dentição ou porque simplesmente não se sentem bem com a aparência dos seus dentes. Acima de tudo temos que nos sentir bem. E se tivermos oportunidade de mudarmos algo com que não nos sentimos bem, porque não fazê-lo?
E como acredito que não há coincidências, há sim sinais que a vida nos dá, estava eu a semana passada a ouvir umas musicas no Youtube quando me deparei com estes vídeos espetaculares de uma marca bem conhecida de geles de duche, que incentivam todas as mulheres (acho que se pode estender aos homens também) a aceitarem-se como são e a procurarem o melhor si. A fazer dos seus defeitos, características bonitas. Vejam estão realmente fantásticos!
(Fiquei foi sem perceber porque é que este tipo de campanhas não passa na nossa televisão!😠)
Já agora, obrigada a tod@s pelas mensagens de apoio!
❤
O Salvador pediu para eu lhe mostrar e disse muito espantado "Uau, mãe! Quando chegamos a casa vou dar-te um beijinho, combinado!" Chegamos a casa e nunca mais se lembrou do beijinho.
Já depois de jantar, o papá disse qualquer coisa e ele lembrou-se "Oh mãe, esqueci de dar-te um beijinho!" Fez-me uma festinha na cara, pôs o meu cabelo para trás das costas, deu-me o beijinho e disse "Estás bonita, mãe!" E ralhou com o pai pelo o comentário que proferiu em tom de brincadeira!
O Santiago olhou, mexeu e perguntou porque é que eu tinha o aparelho nos dentes. Expliquei-lhe e ele disse: "Também queo um apaelho".😁 (Espero que nunca venha a precisar! Mas se precisar saberá que a mãe também usou.)
A Carolina olhou para mim viu que eu tinha qualquer coisa de diferente e abraçou-se ao meu pescoço da mesma forma como me abraça todos os dias quando a vou buscar ao colégio, bem apertadinho.
Acho que até está moda. Hoje em dia vê-se pessoas de todas as idades a usarem ou porque tem problemas de dentição ou porque simplesmente não se sentem bem com a aparência dos seus dentes. Acima de tudo temos que nos sentir bem. E se tivermos oportunidade de mudarmos algo com que não nos sentimos bem, porque não fazê-lo?
E como acredito que não há coincidências, há sim sinais que a vida nos dá, estava eu a semana passada a ouvir umas musicas no Youtube quando me deparei com estes vídeos espetaculares de uma marca bem conhecida de geles de duche, que incentivam todas as mulheres (acho que se pode estender aos homens também) a aceitarem-se como são e a procurarem o melhor si. A fazer dos seus defeitos, características bonitas. Vejam estão realmente fantásticos!
(Fiquei foi sem perceber porque é que este tipo de campanhas não passa na nossa televisão!😠)
Já agora, obrigada a tod@s pelas mensagens de apoio!
❤
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Ganhei coragem e fiz uma coisa que já andava aos anos para fazer!
Coloquei um aparelho nos dentes! 😁
Sempre fui complexada em relação aos meus dentes. São um pouco tortos, tanto em cima como em baixo. Nada de muito grave, mas não me sinto muito confortável a tirar selfies ou fotografias em que se note muito o meu sorriso. Chego mesmo ao ponto de cada vez que tenho de olhar para um espelho num sitio público, faço-o em frações de segundos.
Eu sei que se calhar é uma parvoíce e que há pessoas que tem os dentes mais tortos do que eu e vivem bem assim, felizes com elas próprias! Mas não é o meu caso!
Fui incentivada por uma amiga que me deu coragem e me disse uma coisa muito simples: "Agora tens três filhos, tens que te cuidar. Eles olham para nós como um exemplo. Principalmente as meninas. Se eles sentirem que tem uma mãe que se cuida e tem auto-estima vão se sentir orgulhosos!"
E isto fez um clique na minha cabeça. Quero que os meus filhos olhem para mim e se sintam vaidosos por terem uma mãe bonita e que se sinta bem com ela própria.
É claro que não pretendo ser nenhum ideal de beleza. Até porque estou muito longe disso! (😄)
Vai custar um bocadinho este processo, e ainda vai demorar uns meses, mas sei que no fim me vou sentir muito melhor!
(E pronto hoje o post foi sobre mim, em tom de desabafo!
Coloquei um aparelho nos dentes! 😁
Sempre fui complexada em relação aos meus dentes. São um pouco tortos, tanto em cima como em baixo. Nada de muito grave, mas não me sinto muito confortável a tirar selfies ou fotografias em que se note muito o meu sorriso. Chego mesmo ao ponto de cada vez que tenho de olhar para um espelho num sitio público, faço-o em frações de segundos.
Eu sei que se calhar é uma parvoíce e que há pessoas que tem os dentes mais tortos do que eu e vivem bem assim, felizes com elas próprias! Mas não é o meu caso!
Fui incentivada por uma amiga que me deu coragem e me disse uma coisa muito simples: "Agora tens três filhos, tens que te cuidar. Eles olham para nós como um exemplo. Principalmente as meninas. Se eles sentirem que tem uma mãe que se cuida e tem auto-estima vão se sentir orgulhosos!"
E isto fez um clique na minha cabeça. Quero que os meus filhos olhem para mim e se sintam vaidosos por terem uma mãe bonita e que se sinta bem com ela própria.
É claro que não pretendo ser nenhum ideal de beleza. Até porque estou muito longe disso! (😄)
Vai custar um bocadinho este processo, e ainda vai demorar uns meses, mas sei que no fim me vou sentir muito melhor!
(E pronto hoje o post foi sobre mim, em tom de desabafo!
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Às vezes dou por mim a perguntar-me a mim a mesma se tenho alguma característica alienígena... é que cada vez que saímos à rua os cinco, acontecem situações caricatas.
Como se fosse ruim ter três filhos! Não quero nem imaginar as situações que os casais que tem quatro e mais filhos passam e o que tem de ouvir de desconhecidos! Três, não acho que seja demais é a conta que deus fez! O número ideal... para mim! A nível económico é dispendioso, sim, e sei que é por isso que muitos casais não tem mais filhos.
Os olhares e os comentários não param... pensava que já tínhamos ultrapassado esta fase, uma vez que os gémeos já não andam no carrinho... e um carrinho de gémeos atrai sempre imensa atenção e sorrisos por parte das pessoas! E tivemos uma altura que os gémeos passeavam no carrinho bengala e a Carolina no carrinho dela! Nem imaginam o que as pessoas se metiam connosco.
Mas o que é certo que ainda chamamos a atenção das pessoas por termos três filhos com idades tão próximas... Como se isso fosse algo de anormal. E antigamente havia famílias com 12 e 13 filhos e até mais... e aí era normal porque não havia televisão, é?
As ultimas cenas (e digo cenas, porque parecem mesmo cenas de uma comédia) que nos aconteceram foi há umas semanas atrás, quando fomos à terra dos nossos pais a uma festa de batizado e outra este fim de semana no supermercado!
As ultimas cenas (e digo cenas, porque parecem mesmo cenas de uma comédia) que nos aconteceram foi há umas semanas atrás, quando fomos à terra dos nossos pais a uma festa de batizado e outra este fim de semana no supermercado!
Na terra dos nossos pais até é compreensível, porque é um meio rural... e se cá chamamos a atenção, então lá nem se fala!
Então estávamos nós em pleno centro da vila, sentados num banco, eu com os S&S e a baby C, e a minha prima que também tem três filhos pequenos, um pouco mais velhos que os meus, sentados noutro banco, quando saem três senhoras de um táxi e ficaram estupefactas a olharem para nós (sem ar de contemplação) durante minutos... devem ter feito mil e um filmes na cabeça delas, até porque naquele momento estávamos sem os nossos respetivos maridos!
Foi a primeira vez que nem me atrevi a olhar para as senhoras, não fossem elas proferirem algum comentário que me parecesse desajustado e eu me saísse algum disparate pela boca...
Educadas que somos, mantivemos a postura e continuámos a conversar normalmente...até que elas lá se decidiram e desbravaram caminho ao seu rumo! Como é evidente, desatamos-nos a rir à gargalhada assim que viraram costas!
Este fim de semana, no supermercado, os gémeos tiveram um momento menos bom e lá iam a discutir um com o outro no carrinho das compras. Como as compras eram poucas levamos os três sentados no mesmo carrinho. Chegámos à caixa e a senhora que nos atendeu, com um ar pesaroso, suspirou em voz alta "Minha Maria José!" Estava mesmo à frente dela, pelo que não pude deixar de ouvir. Fiz-lhe má cara e se fosse um cão tinha-lhe rosnado!
Como se fosse ruim ter três filhos! Não quero nem imaginar as situações que os casais que tem quatro e mais filhos passam e o que tem de ouvir de desconhecidos! Três, não acho que seja demais é a conta que deus fez! O número ideal... para mim! A nível económico é dispendioso, sim, e sei que é por isso que muitos casais não tem mais filhos.
Eu não previ ter três filhos! Não previ que os primeiros fossem gémeos e não previ a segunda/terceira... aconteceu. Mas gosto muito de ter três filhos e apesar do cansaço sou/somos felizes!
E não é que não goste da atenção das pessoas na rua, porque gosto de facto! Sinto-me vaidosa e especial! Mas às vezes, eu que até nem gosto muito de dar nas vistas, sinto-me um ser de outro planeta e lá está, algumas situações não deixam de ser caricatas!
E não é que não goste da atenção das pessoas na rua, porque gosto de facto! Sinto-me vaidosa e especial! Mas às vezes, eu que até nem gosto muito de dar nas vistas, sinto-me um ser de outro planeta e lá está, algumas situações não deixam de ser caricatas!
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Sim, sou.
E tenho orgulho nisso. Cada vez mais!
É, como já disse, o povo mais solidário que existe. Ontem tivemos mais uma prova disso no concerto solidário Juntos por todos, onde foram angariados 1 milhão e 153 mil euros!
Foi, e é, extraordinária a capacidade de mobilização que os portugueses tem de se unir em torno de uma causa: ajudar o próximo quando se abate uma tragédia sobre ele.
Desde meados da semana passada que vi proliferar pelas redes sociais diversas campanhas de ajuda aos concelhos de Figueiró dos Vinhos, Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Góis e Pampilhosa da Serra.
Pessoas de todos os pontos do país, e até do estrangeiro, fizeram chegar aos concelhos afetados bens de todo o género.
Concelhos que estão agora pintados de negro. De um negro que não está só à vista, está também na alma das gentes serranas.
Porque ficaram famílias destroçadas para o resto da vida.
Perderam-se vidas de uma forma tão trágica, impossível sequer de imaginar.
Perderam-se casas, campos de cultivo, formas de sustento.
As imagens divulgadas pelos diversos canais televisivos mais parecem tiradas de um filme de terror. Arrepiam.
Não se apagará da memória das gentes serranas tão cedo.
Quem tem coração não é indiferente a esta tragédia. E pensamos e se fosse connosco? E a aflição toma conta de nós.
Ponhamo-nos no lugar destas famílias que perderam tudo. E queremos ajudar de todas as maneiras possíveis.
Ponhamo-nos no lugar dos bombeiros que enfrentam o monstro. E queremos ajudar de todas as maneiras possíveis.
E foram várias as pessoas que quiseram ajudar de todas as maneiras possíveis, muitas delas mesmo não tendo ligações a estes concelhos serranos. Ajudaram com tudo o quanto podiam ajudar.
E é esta união e a força de vontade de ver renascer que certamente irá ajudar estes concelhos a erguerem-se.
Sou serrana.
Sou Portuguesa.
E tenho orgulho.
terça-feira, 20 de junho de 2017
Sim, porque não tenho palavras para descrever esta tragédia que se abateu no centro do país, que se abateu nas aldeias dos meus avós, onde os meus pais nasceram, nas aldeias dos pais do meu marido onde os pais dele nasceram...
Em muitas destas aldeias conheço pessoas que me são próximas, familiares, amigos, conhecidos.
Não há meio de parar este tormento para todas estas pessoas que vivem lá. Sim, porque se para nós que somos descendentes e temos as nossas vidas em Lisboa é angustiante, para eles que vivem e tem lá as suas vidas deve ser desesperante.
Um inferno que dura desde sábado, há apenas quatro dias, mas que para mim (e creio que para muita gente) já parece há uma eternidade e, para já, não há meio de ter fim à vista.
Um inferno que já ceifou a vida de mais de meia centena de pessoas e deixou o triplo ferida e milhares em estado de ansiedade extrema...
Em pleno século XXI não se compreende como foi possível isto acontecer... Quero acreditar que esta tragédia teve realmente na sua origem causas naturais e não falhas humanas... porque isso seria uma monstruosidade.
Aos senhores políticos por favor não se aproveitem desta tragédia para fazer política. Se a culpa foi da ministra A, B ou C, dos anteriores governos ou do atual, que tomaram medidas que não deviam ter tomado, já não interessa, o mal já aconteceu...
ESTÁ A ACONTECER!
Se querem ajudar arregacem as mangas e ponham-se ao caminho, como muitos fizeram. Agarrem numa mangueira, agarrem numa enxada e comecem a desbastar mato para travar o fogo... ajudem as pessoas que ficaram desalojadas estendendo-lhes a mão, servindo-lhes um prato de sopa nas santas casas da misericórdias onde ficaram alojadas....
Se não forem capazes por motivos de força maior, tem ao vosso dispor uma conta solidária que a Caixa Geral de Depósitos abriu para a qual podem e devem contribuir, dando assim o exemplo. Sim, porque os exemplos vem de cima e vocês estão em cima. Façam-no, mas façam-no do vosso bolso particular e não do bolso do erário publico, porque esse já vos paga os chorudos ordenados!
Aos Bombeiros de Portugal sabemos que tudo fazem para protegeram pessoas e casas. São os nossos anjos da guarda! Os nossos heróis! Mas não ponham a vossa vida risco! As vidas primeiro. As nossas e as vossas. São o bem mais precioso.
Aos portugueses não critiquem os bombeiros. Eles também são humanos e fazem tudo o que podem... Tenho a certeza.
Aos portugueses ainda, sinto-me lisonjeada a ser portuguesa é povo mais solidário que existe, sem dúvida. E esta catarse foi, mais uma vez, prova disso mesmo.
Em casa fazemos zapping entre os canais informativos, no trabalho, sempre que posso, faço zapping entre os vários sites informativos...
No facebook criaram-se vários grupos de informação sobre os incêndios... as notificações no telemóvel não param de cair. E é assim que nos temos mantido informados sobre as nossas gentes e nossos lugares queridos.
Estamos vidrados e não conseguimos desligar!
Entrei na página de Internet da câmara municipal do meu querido concelho, Pampilhosa da Serra, para ver se havia alguma informação sobre os incêndios e ao entrar deparo-me como uma imagem que agora é só uma recordação da minha memória... de serras que se perdem no horizonte pintadas em tons de verde e que inspiram natureza, como o próprio slogan da autarquia diz...
Serras que agora estão pintadas de preto e que inspiram tristeza...
Um preto que se perde no horizonte...
Estou triste, desolada. Vão ser precisas décadas para recuperar...
Em muitas destas aldeias conheço pessoas que me são próximas, familiares, amigos, conhecidos.
Não há meio de parar este tormento para todas estas pessoas que vivem lá. Sim, porque se para nós que somos descendentes e temos as nossas vidas em Lisboa é angustiante, para eles que vivem e tem lá as suas vidas deve ser desesperante.
Um inferno que dura desde sábado, há apenas quatro dias, mas que para mim (e creio que para muita gente) já parece há uma eternidade e, para já, não há meio de ter fim à vista.
Um inferno que já ceifou a vida de mais de meia centena de pessoas e deixou o triplo ferida e milhares em estado de ansiedade extrema...
Em pleno século XXI não se compreende como foi possível isto acontecer... Quero acreditar que esta tragédia teve realmente na sua origem causas naturais e não falhas humanas... porque isso seria uma monstruosidade.
Aos senhores políticos por favor não se aproveitem desta tragédia para fazer política. Se a culpa foi da ministra A, B ou C, dos anteriores governos ou do atual, que tomaram medidas que não deviam ter tomado, já não interessa, o mal já aconteceu...
ESTÁ A ACONTECER!
Se querem ajudar arregacem as mangas e ponham-se ao caminho, como muitos fizeram. Agarrem numa mangueira, agarrem numa enxada e comecem a desbastar mato para travar o fogo... ajudem as pessoas que ficaram desalojadas estendendo-lhes a mão, servindo-lhes um prato de sopa nas santas casas da misericórdias onde ficaram alojadas....
Se não forem capazes por motivos de força maior, tem ao vosso dispor uma conta solidária que a Caixa Geral de Depósitos abriu para a qual podem e devem contribuir, dando assim o exemplo. Sim, porque os exemplos vem de cima e vocês estão em cima. Façam-no, mas façam-no do vosso bolso particular e não do bolso do erário publico, porque esse já vos paga os chorudos ordenados!
Aos Bombeiros de Portugal sabemos que tudo fazem para protegeram pessoas e casas. São os nossos anjos da guarda! Os nossos heróis! Mas não ponham a vossa vida risco! As vidas primeiro. As nossas e as vossas. São o bem mais precioso.
Aos portugueses não critiquem os bombeiros. Eles também são humanos e fazem tudo o que podem... Tenho a certeza.
Aos portugueses ainda, sinto-me lisonjeada a ser portuguesa é povo mais solidário que existe, sem dúvida. E esta catarse foi, mais uma vez, prova disso mesmo.
Em casa fazemos zapping entre os canais informativos, no trabalho, sempre que posso, faço zapping entre os vários sites informativos...
No facebook criaram-se vários grupos de informação sobre os incêndios... as notificações no telemóvel não param de cair. E é assim que nos temos mantido informados sobre as nossas gentes e nossos lugares queridos.
Estamos vidrados e não conseguimos desligar!
Entrei na página de Internet da câmara municipal do meu querido concelho, Pampilhosa da Serra, para ver se havia alguma informação sobre os incêndios e ao entrar deparo-me como uma imagem que agora é só uma recordação da minha memória... de serras que se perdem no horizonte pintadas em tons de verde e que inspiram natureza, como o próprio slogan da autarquia diz...
Serras que agora estão pintadas de preto e que inspiram tristeza...
Um preto que se perde no horizonte...
Estou triste, desolada. Vão ser precisas décadas para recuperar...
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Fazemos, hoje, 9 anos de casados!
Há precisamente nove anos dissemos que sim um ao outro, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza todos os dias da nossa vida, que estejamos juntos para sempre!
E assim tem sido! Mais que uma relação de marido e mulher temos uma relação de amizade e cumplicidade em que muitas vezes basta olharmos um para o outro para saber se está a pensar o mesmo.
Não não somos daqueles casais melosos de andar sempre de mãos dadas, ou aos beijinhos por aqui e por acolá... isso já foi tempo! Do tempo em que éramos só os dois!
Não quer dizer que não o façamos. Fazemos sempre que podemos, sempre que estamos os dois. Porque agora é o tempo de andar de mãos dadas aos nossos filhos e é o tempo de gastarmos a maior parte dos nossos beijinhos com eles!
Porque o tempo passa depressa demais e temos de aproveitar...
Porque eles crescem depressa demais e depois já não há tempo...
E porque tudo a seu tempo, o tempo de voltar a andar sempre de mãos dadas um ao outro voltará... se lá chegarmos juntos.
Porque a vida é assim mesmo!
Há precisamente nove anos dissemos que sim um ao outro, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza todos os dias da nossa vida, que estejamos juntos para sempre!
E assim tem sido! Mais que uma relação de marido e mulher temos uma relação de amizade e cumplicidade em que muitas vezes basta olharmos um para o outro para saber se está a pensar o mesmo.
Não não somos daqueles casais melosos de andar sempre de mãos dadas, ou aos beijinhos por aqui e por acolá... isso já foi tempo! Do tempo em que éramos só os dois!
Não quer dizer que não o façamos. Fazemos sempre que podemos, sempre que estamos os dois. Porque agora é o tempo de andar de mãos dadas aos nossos filhos e é o tempo de gastarmos a maior parte dos nossos beijinhos com eles!
Porque o tempo passa depressa demais e temos de aproveitar...
Porque eles crescem depressa demais e depois já não há tempo...
E porque tudo a seu tempo, o tempo de voltar a andar sempre de mãos dadas um ao outro voltará... se lá chegarmos juntos.
Porque a vida é assim mesmo!
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Eu sei que não é por mal, mas ás vezes torna-se muito chato responder a tantas perguntas um tanto ou quanto desajustadas!
Só quem é mãe de gémeos e/ou mais filhos é que sabe do que estou a falar...
Para se rirem um pouco, aqui ficam algumas perguntas com que somos confrontados quando saímos à rua com os gémeos, bem como algumas respostas com humor (que eu não proclamo, mas que passam pela minha cabeça na hora, lá isso passam)!
São gémeos?
Não, qual quê! Um é emprestado!
(Esta eu até compreendo, porque eles até são bem diferentes!)
Ah, mas são falsos, são tão diferentes?
Parecem-lhe hologramas? Se tocar vai ver que são verdadeiros, de carne e osso!
(Sei que há aquela questão de gémeos verdadeiros e gémeos falsos. Dizem-se gémeos verdadeiros quando os bebés são gerados a partir do mesmo ovócito e aí são idênticos, e falsos quando são gerados a partir de dois ovócitos ao mesmo tempo, e aí são diferentes.
São gémeos de verdade, sim! O que é que interessa se foram gerados a partir de um ovócito ou dois? Os gémeos nem sempre tem que ser iguais. Quando é um menino e uma menina são iguais onde? Só se de for no branco dos olhos e às vezes nem aí! Prometo que um dia faço um post sobre este assunto!)
É um menino e uma menina?
A ultima vez que vi tinham cada um uma pilinha! Portanto, são dois meninos! A não ser que um dia um deles queira mudar!
(Apesar de os vestir como rapazes e quase sempre em tons de azul, fazem-nos esta pergunta tanta vez! Mas não se nota bem, é?)
Tens gémeos na família?
Por acaso até tenho, o meu pai era gémeo! Mas desde quando para se ter gémeos é preciso ter-se obrigatoriamente gémeos na família?!
(Relativamente a esta pergunta noto que as pessoas às vezes pretendem é fazer outra: "Foi tratamento?" Hoje em dia há muitos gémeos concebidos através de tratamentos, o que potencia o facto. No entanto, para não ferirem suscetibilidades, colocam antes esta questão.)
Consegues distingui-los?
Não, normalmente adivinho!
(Claro que sim! São meus filhos, além disso no meu caso são completamente diferentes! Prestem atenção e descubram as diferenças que são muitas!)
Devem dar imenso trabalho?
Sim, dão! Não é para todas, só as pessoas mais fortes aguentam!
(Até um ano de idade não deram trabalho comiam e dormiam. Apenas o Salvador chorava mais um bocadinho necessitava de mais colo para adormecer. Quando começaram a andar, aí sim tivemos que ter cuidados redobrados!)
Quando um chora o outro também chora? E como fazes?
Quase sempre! Eu choro, também!
(É mentira! Cada um chora quando tem necessidade de chorar! É raro chorarem os dois em uníssono!)
E quando um fica doente o outro também fica?
Sim é uma propagação de vírus lá em casa! É melhor nem se chegarem perto!
(A não ser o caso da varicela ou de uma gastroenterite mais agressiva, raramente ficaram os dois doentes ao mesmo tempo! O Salvador já teve a doença da boca, mãos e pés e a segunda doença - uma variante da rubéola - e o Santiago não apanhou. Por sua vez, o Santiago já teve escarlatina, duas vezes, e a doença do beijo e o Salvador não apanhou. Sendo que não os separo quando estão doentes!)
Dormem bem?
Quer ir dormir lá a casa para ver como é?
(Sim, dormem bem! Acordam quando tem pesadelos ou estão doentes, tal como nós adultos!)
Quem nasceu primeiro?
Que diferença faz? O primeiro a nascer como ganhou a corrida vai ser mais inteligente, é?
Gémeos? Coitada!
Coitada, não! Abençoada!
(Abençoada mesmo! E iluminada! Para informação em muitas religiões africanas a mulher que concebe gémeos é aplaudida nas ruas, pois a crença deles diz que as almas escolhem a família a que querem pertencer, e as mães de gémeos são seres iluminados por serem escolhidas por duas almas ao mesmo tempo.)
Gémeos, Deus me livre! Que horror!
Deus te livre, mesmo, porque não mereces!
Eles dão-se bem? E com a mana?
São irmãos, por isso dão-se todos como irmãos. Brincam juntos e zangam-se uns com os outros quando tem de se zangar!
No que diz respeito à mana adoram-na e mimam-na com beijinhos como se faz aos irmãos mais novos.
Nasceram de quanto tempo?
37 semanas!
A sério?
Sim, a sério. E se não tivesse programado o parto, acho que ficavam até às 40 semanas!
(Nem sempre os gémeos nascem prematuramente.)
Veste-os sempre de igual?
Conforme as promoções!
(São gémeos diferentes, é fácil distingui-los por isso consigo vesti-los quase iguais sem afectar a identidade deles. Normalmente, têm sempre uma peça de cor diferente.)
Este parece mais calminho...
Zangue-o lá para ver se ele é calminho!
(Têm dias, como todos nós!)
Bem isso lá em casa deve ser uma loucura...
Sim uma loucura de abraços, de beijinhos e de risota!
A melhor de todas, quando fiquei grávida da Carolina...
Não tens televisão em casa?
%$(/)=()/?)(&//%)&%%$#$#"%$"#%#$%!"!😈
(É o que me apetece dizer... não sei se me faço entender!)
😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁
E podia continuar com tantas outras perguntas que nos fazem, algumas engraçadas outras um pouco inconvenientes. A lista não pára!
Afinal as pessoas são curiosas por natureza e o mundo gemelar gera muita curiosidade!
Desculpem-me se nem sempre conseguir responder educadamente!
Só quem é mãe de gémeos e/ou mais filhos é que sabe do que estou a falar...
Para se rirem um pouco, aqui ficam algumas perguntas com que somos confrontados quando saímos à rua com os gémeos, bem como algumas respostas com humor (que eu não proclamo, mas que passam pela minha cabeça na hora, lá isso passam)!
São gémeos?
Não, qual quê! Um é emprestado!
(Esta eu até compreendo, porque eles até são bem diferentes!)
Ah, mas são falsos, são tão diferentes?
Parecem-lhe hologramas? Se tocar vai ver que são verdadeiros, de carne e osso!
(Sei que há aquela questão de gémeos verdadeiros e gémeos falsos. Dizem-se gémeos verdadeiros quando os bebés são gerados a partir do mesmo ovócito e aí são idênticos, e falsos quando são gerados a partir de dois ovócitos ao mesmo tempo, e aí são diferentes.
São gémeos de verdade, sim! O que é que interessa se foram gerados a partir de um ovócito ou dois? Os gémeos nem sempre tem que ser iguais. Quando é um menino e uma menina são iguais onde? Só se de for no branco dos olhos e às vezes nem aí! Prometo que um dia faço um post sobre este assunto!)
É um menino e uma menina?
A ultima vez que vi tinham cada um uma pilinha! Portanto, são dois meninos! A não ser que um dia um deles queira mudar!
(Apesar de os vestir como rapazes e quase sempre em tons de azul, fazem-nos esta pergunta tanta vez! Mas não se nota bem, é?)
Tens gémeos na família?
Por acaso até tenho, o meu pai era gémeo! Mas desde quando para se ter gémeos é preciso ter-se obrigatoriamente gémeos na família?!
(Relativamente a esta pergunta noto que as pessoas às vezes pretendem é fazer outra: "Foi tratamento?" Hoje em dia há muitos gémeos concebidos através de tratamentos, o que potencia o facto. No entanto, para não ferirem suscetibilidades, colocam antes esta questão.)
Consegues distingui-los?
Não, normalmente adivinho!
(Claro que sim! São meus filhos, além disso no meu caso são completamente diferentes! Prestem atenção e descubram as diferenças que são muitas!)
Devem dar imenso trabalho?
Sim, dão! Não é para todas, só as pessoas mais fortes aguentam!
(Até um ano de idade não deram trabalho comiam e dormiam. Apenas o Salvador chorava mais um bocadinho necessitava de mais colo para adormecer. Quando começaram a andar, aí sim tivemos que ter cuidados redobrados!)
Quando um chora o outro também chora? E como fazes?
Quase sempre! Eu choro, também!
(É mentira! Cada um chora quando tem necessidade de chorar! É raro chorarem os dois em uníssono!)
E quando um fica doente o outro também fica?
Sim é uma propagação de vírus lá em casa! É melhor nem se chegarem perto!
(A não ser o caso da varicela ou de uma gastroenterite mais agressiva, raramente ficaram os dois doentes ao mesmo tempo! O Salvador já teve a doença da boca, mãos e pés e a segunda doença - uma variante da rubéola - e o Santiago não apanhou. Por sua vez, o Santiago já teve escarlatina, duas vezes, e a doença do beijo e o Salvador não apanhou. Sendo que não os separo quando estão doentes!)
Dormem bem?
Quer ir dormir lá a casa para ver como é?
(Sim, dormem bem! Acordam quando tem pesadelos ou estão doentes, tal como nós adultos!)
Quem nasceu primeiro?
Que diferença faz? O primeiro a nascer como ganhou a corrida vai ser mais inteligente, é?
Gémeos? Coitada!
Coitada, não! Abençoada!
(Abençoada mesmo! E iluminada! Para informação em muitas religiões africanas a mulher que concebe gémeos é aplaudida nas ruas, pois a crença deles diz que as almas escolhem a família a que querem pertencer, e as mães de gémeos são seres iluminados por serem escolhidas por duas almas ao mesmo tempo.)
Gémeos, Deus me livre! Que horror!
Deus te livre, mesmo, porque não mereces!
Eles dão-se bem? E com a mana?
São irmãos, por isso dão-se todos como irmãos. Brincam juntos e zangam-se uns com os outros quando tem de se zangar!
No que diz respeito à mana adoram-na e mimam-na com beijinhos como se faz aos irmãos mais novos.
Nasceram de quanto tempo?
37 semanas!
A sério?
Sim, a sério. E se não tivesse programado o parto, acho que ficavam até às 40 semanas!
(Nem sempre os gémeos nascem prematuramente.)
Veste-os sempre de igual?
Conforme as promoções!
(São gémeos diferentes, é fácil distingui-los por isso consigo vesti-los quase iguais sem afectar a identidade deles. Normalmente, têm sempre uma peça de cor diferente.)
Este parece mais calminho...
Zangue-o lá para ver se ele é calminho!
(Têm dias, como todos nós!)
Bem isso lá em casa deve ser uma loucura...
Sim uma loucura de abraços, de beijinhos e de risota!
A melhor de todas, quando fiquei grávida da Carolina...
Não tens televisão em casa?
%$(/)=()/?)(&//%)&%%$#$#"%$"#%#$%!"!😈
(É o que me apetece dizer... não sei se me faço entender!)
😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁😁
E podia continuar com tantas outras perguntas que nos fazem, algumas engraçadas outras um pouco inconvenientes. A lista não pára!
Afinal as pessoas são curiosas por natureza e o mundo gemelar gera muita curiosidade!
Desculpem-me se nem sempre conseguir responder educadamente!
sábado, 12 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
Batizámos a Carolina no passado domingo!
Aproveitámos a ocasião para apresentar este nosso blog!
Para isso, fizemos um pequeno vídeo a contar, mais ou menos, o nosso dia a dia com os três!
Não é para me gabar, mas acho que até ficou um must! Só tive pena de não ter tido mais tempo para selecionar mais fotografias e colocá-las por ordem cronológica... mas escolher meia dúzia de fotos entre três a quatro mil fotos não é pêra doce!
Para os meus convidados que não puderam estar presentes, podem ver agora aqui o filme!
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Os gémeos sempre deram boas noites...
Com seis semanas começaram a fazer sete a oito horas de soninho... Sei que o facto de ter tido a necessidade de dar logo leite adaptado desde que nasceram, pois não tive leite suficiente, também ajudou... acho que eles ficavam mais saciados...
Não quer dizer que durante a noite, ainda hoje, não tenhamos que nos levantar uma vez ou outra para lhes pôr a chucha, ou para os desenrolar das mantas e dos lençóis...
Claro que quando estão doentes as noites correm menos bem, e temos que nos levantar várias vezes, até desistirmos e os trazermos para a nossa cama...
A Carolina entrou no ritmo dia/noite um pouco mais tarde, mais ou menos com 10 semanas... e quando entrou correu lindamente fazia doze horas seguidas sem biberão... dava-lhe o leite por volta das 20h00 ela ficava um bocadinho acordada às 10h00 já estava a dormir... sendo que acordava depois por volta das 7/8 horas da manhã.
Hoje, com nove meses, come a sopa por volta das 20h00 e depois por volta das 10h00 bebe um leitinho e adormece... volta e meia acorda a refilar pelos mesmos motivos dos manos, porque perdeu a chucha ou porque se enrolou nos lençóis...
Ontem adormeceu cedo depois da sopa e não bebeu o leite... resultado acordou às 2h30 da manhã com fome! Eu despertei e só consegui adormecer por volta das seis da manhã.
7h00 toca o despertador e toca a levantar! bahhhh!
Com seis semanas começaram a fazer sete a oito horas de soninho... Sei que o facto de ter tido a necessidade de dar logo leite adaptado desde que nasceram, pois não tive leite suficiente, também ajudou... acho que eles ficavam mais saciados...
Não quer dizer que durante a noite, ainda hoje, não tenhamos que nos levantar uma vez ou outra para lhes pôr a chucha, ou para os desenrolar das mantas e dos lençóis...
Claro que quando estão doentes as noites correm menos bem, e temos que nos levantar várias vezes, até desistirmos e os trazermos para a nossa cama...
A Carolina entrou no ritmo dia/noite um pouco mais tarde, mais ou menos com 10 semanas... e quando entrou correu lindamente fazia doze horas seguidas sem biberão... dava-lhe o leite por volta das 20h00 ela ficava um bocadinho acordada às 10h00 já estava a dormir... sendo que acordava depois por volta das 7/8 horas da manhã.
Hoje, com nove meses, come a sopa por volta das 20h00 e depois por volta das 10h00 bebe um leitinho e adormece... volta e meia acorda a refilar pelos mesmos motivos dos manos, porque perdeu a chucha ou porque se enrolou nos lençóis...
Ontem adormeceu cedo depois da sopa e não bebeu o leite... resultado acordou às 2h30 da manhã com fome! Eu despertei e só consegui adormecer por volta das seis da manhã.
7h00 toca o despertador e toca a levantar! bahhhh!
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Sou a Sónia, e sou técnica de comunicação. Através deste blog pretendo partilhar a minha experiência enquanto mãe a dobrar e agora a também a triplicar…
A minha história não tem nada de especial… foi um percurso normal igual ao de tantas outras pessoas, cresci, estudei, licenciei-me, consegui arranjar trabalho na área, namorei e casei-me…
Aproveitamos bem o casamento. Passeámos, viajámos, participamos em diversos projetos para deixar a nossa marca social neste mundo, ao mesmo tempo que trabalhávamos. E continuamos a namorar durante cerca três, quatro anos, até decidirmos que estava na altura de ter filhos… E aí sim, foi o ponto de viragem da nossa vida…
À primeira rodada dois de uma vez! A chegada dos gémeos Salvador e Santiago tornaram a nossa vida uma aventura! Um ano e meio depois descobrimos que “estávamos grávidos”, outra vez, e que no início de 2016 chegava uma princesa, a baby Carolina!
A nossa vida ficou ainda mais preenchida e passou a ser desafio constante que com ajuda da família e dos nossos amigos vamos superando com sucesso!
❤
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Uma grávida ouve de tudo… principalmente histórias terríveis de partos!
Eu ouvi muitas…
Na altura em que os S&S estavam para nascer (no início de 2014), tinham falecido, na Maternidade
Alfredo da Costa, uma mãe e os seus gémeos… Se forem pesquisar sobre o assunto irão ver que a mãe tinha problemas de saúde e que com 22 semanas os médicos não conseguiram assegurar a viabilidade dos bebés...
Eu fui seguida da MAC e quando dizia
que o parto ia ser na MAC lá vinham mais um rol de histórias tenebrosas... Foi isto durante a gravidez toda... o medo crescia... ainda por cima a maternidade estava para fechar e houve inclusive gigantescas manifestações contra esse facto...
A realidade é que ainda hoje está a funcionar e bem...
Porque é que as pessoas tem tendência para contar e
enfatizar só as coisas más… eu própria admito que sou muito pessimista… mas bolas, tenham paciência!
Se o vosso parto foi mau, calem-se por favor sobretudo para uma grávida de gémeos logo na primeira viagem!
E as histórias boas? Porque é que não contamos e divulgamos
as coisas boas?
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