quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Desabafo
Há dias fui a um evento promovido pelo meu antigo local de trabalho.
E confesso: fui com o peito cheio de orgulho, porque os meus filhos foram distinguidos pela sua participação no Desporto Escolar. Foi um daqueles momentos em que o coração cresce só de os ver subir ao palco! 🤭
Mas não, hoje não venho falar deles.
Venho falar de mim. Do saudosismo que me bateu forte (sem pedir licença e quase sem aviso) e das personagens que passam pela minha vida — e, provavelmente, pela de todos nós!
No evento reencontrei colegas com quem convivi durante muitos anos. Colegas com quem ri, com quem chorei, com quem partilhei dias bons e dias menos bons.
E bastou vê-los para tudo regressar à memória: as conversas, os convívios, as saídas, as personagens daquele sítio (porque havia personagens, e das boas!), as aventuras e as pequenas loucuras do quotidiano.
Curiosamente, os momentos menos bons… puff… desapareceram todos, como se o cérebro tivesse decidido fazer ali uma edição especial “versão deluxe”.
Recebi abraços — e que bem que me souberam!
Abraços de pessoas que nem imaginam o quanto aprendi, ao longo dos anos, a gostar de abraços.
Vieram sorrisos, vieram memórias e, claro… vieram lágrimas também.
Mas, como em todas as histórias da minha vida, também aqui houve uma vírgula.
Um “mas”.
Um “contudo”.
Um “porém” daqueles bem sonoros.
Ali, no meio do meu momento nostálgico, tive a brilhante ideia (sim, ironia) de ir cumprimentar uma das personagens lá do sítio e dirigi-me a ela dizendo:
“Olá, está tudo bem contigo?”
E o que recebo de volta?
Um “Olá!”, porque a boa educação manda… seguido, imediatamente, de um:
“Então estás a trabalhar onde?”
Na minha simplicidade habitual, sem floreados, respondi onde estou a trabalhar, mas sem dar grande importância ao assunto...
E de lá vem um “Ehm”.
Assim, seco.
Curto.
Daqueles “Ehm” que querem dizer:
“Coitadinha… isso não é nada de especial.”
Ainda tentei remendar: “Mas estou a exercer a minha área!”
E aí então recebo um “Ah!” 😂
Sabem aquele “Ah!” que não acrescenta nada?
Aquele “Ah!” que dispensa legenda porque já vem carregado de veneno?
Pensei:
Mas esta personagem, que nunca saiu da sua zona de conforto, continua achar-se o maior lá da aldeia!
Acredito que seja um grande senhor ali na zona, literalmente, conhecesem vocês a personagem! Sem dúvida que é certamente um senhor, em todos os sentidos, até porque conheço o trabalho dele. Mas desde que o conheci, também sempre notei o tom de algumas expressões! Ora bolas… isso não lhe dá o direito de diminuir os outros com um “Ehm” seco!
Tive vontade de lhe dizer tanta coisa… e tenho quase a certeza de que ficaria admirado. O meu estatuto de “Ehm” subiria talvez uns degraus aos olhos dele.
Deu-me, sinceramente, vontade de rir, porque o tom da personagem continua o mesmo!
E, pela primeira vez, senti os meus neurónios e o meu coração a trabalharem em perfeita sintonia e a dizerem-me:
“Não te dês ao trabalho. Não vale a pena. Segue.”
Virei costas, fui falar com quem realmente me dizia alguma coisa naquela sala e voltei a sentir o aconchego do que vale a pena guardar. Voltei a receber abraços!
É incrível como há gente que ainda acha que o valor de uma pessoa se mede pelo sítio onde se trabalha e consegue reduzir tudo isso a um “Ehm”!
Para essas pessoas digo apenas:
“Ehm… pobres coitados! Vêm o mundo tão pequenino… e ele é tão grande!”
E sim, acho mesmo que há ali um problema de superioridade! 😏
O preconceito é um sentimento tão mesquinho.
Trouxe comigo apenas o que interessa: as boas memórias, os abraços inesperados e a certeza de que estou exatamente onde devo estar, embora exista em mim algum saudosismo do que ali vivi!
Ele há personagens!
😏
terça-feira, 25 de novembro de 2025
São 47.
Quarenta e sete anos de casados.
Desde aquele 25 de novembro de 1978 que marcou o início de uma vida juntos.
Quase meio século de uma caminhada lado a lado. Alguns leves, outros mais pesados, outros ainda trocados, como acontece a qualquer casal que decide caminhar junto. Mas sempre passos vossos, únicos, teimosos.
É uma vida.
Uma vida com dias que brilharam e outros que pesaram, com risos fáceis e também silêncios cheios de cansaço, com conquistas, sustos, e aquela rotina que, no fundo, também é uma forma de amor.
Construíram tanto.
Tanto que às vezes nem sei se têm plena noção da imensidão que ergueram: uma casa que ainda hoje é porto seguro, histórias que ainda hoje se repetem à mesa, manias que já se tornaram património de família, e um modo muito próprio de fazer do imperfeito o suficiente. Muitas vezes, até o ideal.
Não são perfeitos, como ninguém é.
Mas, para mim… são.
Talvez porque os vejo com os olhos de filha, talvez porque a vida me ensinou que a verdadeira perfeição mora justamente nas falhas, nos remendos, no levantarmo-nos outra vez.
E levantaram-se tantas vezes.
E continuaram.
E continuam.
Por isso, hoje, quando digo “São 47”, não é apenas uma conta.
É um orgulho.
É uma homenagem.
É um abraço à história, à coragem de escolherem permanecer um lado do outro, mesmo nos dias difíceis.
Parabéns, Mãe e Pai.
Que venham mais anos, mais histórias, mais gargalhadas inesperadas e que continuem a ser porto seguro, o meu e dos vossos netos.
💓
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
Desde que os miúdos entraram para a escola, que todos os anos vivo a verdadeira saga Missão Impossível - Gerir horários!
E gerir horários este ano tem sido um verdadeiro quebra-cabeças!
Isto, porque os gémeos este ano ficaram com o horário escolar preenchido à tarde pelo que tive que repensar toda a minha rotina diária e semanal... Posso dizer que senti o meu cérebro a fazer malabarismos!
Para complicar, os gémeos decidiram que precisavam de atividades extra, porque claro, os dias ainda não estavam suficientemente cheios! 😅
O Santy quis voltar para o futebol. Foi experimentar… e até correu bem! O que significou tratar de inscrições, exames médicos, adquirir equipamentos de treino de jogo, alternativo, fato treino de saída, mais umas chuteiras novas que as anteriores já não serviam... e uns euros a menos na carteira!
Ufa, um check ✅
O Salva experimentou o ano passado os patins em linha no desporto escolar e adorou, chegou inclusive a ir a torneios... Este ano decidiu ir experimentar um clube à séria de corridas de patins em linha… Ficou indeciso...
Decidimos ir experimentar o Karaté, porque o rapaz não gosta muito de desportos de grupo... Não tem jeito para a coisa... Eu simplesmente aceito, que dói menos!
Graças a todos os santos à segunda tentativa lá se decidiu! Adorou o estilo ninja! E lá tive de ir comprar mais uma fatiota e umas luvas... tratar de inscrições e encaixar horários e ficar com menos euros carteira!
Segundo check ✅
A miúda, que pensava eu estar firme e segura na patinagem, achando que não era preciso fazer check a coisa nenhuma, estando a coisa resolvida... eis que... SURPRESA! Um pequeno imprevisto e lá tive de andar a pedir informações, e ir de novo experimentar, pedir horários para conseguir encaixar tudo… o circo completo! 🎪
Felizmente, manteve a modalidade! A fatiota é que teve de ser toda nova!!!
Apesar do imprevisto... Terceiro check ✅
E não páramos por aí: tentei encaixar tudo dentro dos horários da escola e do ensino artístico, porque todos frequentam Conservatórios de Música! Resultado: tive também este ano que mudar o Salvador de escola artística porque os horários não eram compativeis. Fazer pedido de transferência, enviar horários, fazer nova matrícula…
Em meados de outubro, parecia que estava a gerir uma empresa multinacional!
Finalmente estamos em novembro e só agora é que vejo a rotina da semana para este ano letivo encaminhada!
Como devemos retirar sempre algo positivo das dificuldades, posso dizer que já treinei a paciência olímpica, que tem dias que por estas bandas é escassa!
Tudo pela felicidade dos míudos!
💓
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
As aulas começaram! 🎒
E eu aqui sem saber: fico feliz ou triste?
Por um lado, maravilha: estão entretidos, a aprender, e não andam a demolir-me a casa. Por outro lado, entro em modo gestora de operações especiais, com logística digna de um exército em missão no Afeganistão.
E quando digo logística, não falo de “ai que giro, uma lancheirinha” — não! É uma parafernália de lancheiras, mochilas e tralhas, porque decidi que eles levam almoço de casa. Resultado: o meu despertador toca às 6h, eu levanto-me ainda em estado zumbi 🧟♀️, e começo o banquete diário: lanche da manhã, almoço e lanche da tarde… vezes quatro (gémeos + Baby C + Pai). Sim, até o Pai vai no pacote.
Claro que isto implica que, na noite anterior, eu esteja de serviço ao inventário: “Tenho cenas suficientes para enfiar na marmita de amanhã ou vamos ter que improvisar com pão seco e maçãs enrugadas?”
Podia optar pelos almoços da escola, mas o ano passado vinham de lá com relatos de horror gastronómico: peixe cru, batata a boiar em água… basicamente, pratos que fariam o Gordon Ramsay gritar “It’s raw!” 🤯.
O ATL também serve almoço, mas multiplicar por dois = multiplicar a mensalidade. Obrigada, mas não obrigada.
Já a Baby C é VIP: só leva os lanches e almoça confortavelmente em casa dos avós, que moram ao lado da escola. Uma sorte!
De manhã, normalmente é o Pai que os despacha, às vezes sou eu… depende de quem ganha ao jogo do prego de ferro da organização matinal.
À tarde, entro em modo Uber: ir buscar uns, depois a outra, depois atividades, depois dividir-me por três (se ao menos desse para me clonar!). Felizmente existe também o “Uber privado do Avô”, sempre pronto para qualquer SOS.
Com atividades e afins, raramente chegamos a casa antes das 20h/20h30. A partir daí é o sprint final: banhos, jantar, lavar dentes, pijamas… e só pelas 23h é que eles caem na cama. Eles, porque eu ainda tenho uma cozinha para arrumar e um cérebro que implora por pelo menos 6 horas de sono.
E, claro, depois de jantar, pedir-lhes para fazer alguma coisa é drama garantido. Do caminho entre a cozinha e os quartos conseguem lembrar-se de 137 tarefas urgentes… menos vestir o pijama e lavar os dentes. 🙃
É aqui que entra o “polícia de serviço” para impor a lei e a ordem na palhaçada generalizada. 🚨
💗
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| 6.º e 4.º ano!! |
terça-feira, 2 de setembro de 2025
Pois bem, este foi o ano!
Saímos de manhã - não cedo que o pessoal nas férias deita-se tarde e acorda tarde - em direção às serras.
Tínhamos falado com uns amigos que nos recomendaram a visita ao Taslanal, daí o nosso destino.
Em pleno coração da Serra da Lousã, o Talasnal recebeu-nos com a sua serenidade rústica: as casas de xisto, as ruelas estreitas, o verde que abraçava ainda todo o cenário envolvente, para um dia de passeio perfeito!
Ou quase, não fossem as guerrinhas dos Três e o mau-humor de pré-adolescente da Baby C! Entre as macacadas e traquinices dos gémeos e as descobertas da Baby C (que teimava em fazer cara de pré-adolescente em cada passo que não queria dar), tivemos de aprender a lidar com pequenas crises pelo caminho. Mas, entre risos, pequenos dramas e murmúrios da serra, encontrámos também momentos de pura felicidade e cumplicidade.
Sentamo-nos numa pequena esplanada para descansar e repor líquidos tendo em conta os 40 graus que se faziam sentir, mais precisamente no O’ Retalhinho, um espaço acolhedor onde nos foi sugerido que provássemos um pastel de castanha e amêndoa, especialidade local com receita patenteada, simplesmente deliciosa!
A visita ao Talasnal tornou-se mais do que um simples dia de passeio a uma aldeia bonita: tornou-se um dia de refúgio onde o tempo abrandou o que nos permitiu simplesmente estar juntos, mesmo com uma pré-adolescente a testar os nossos limites. Cada riso, cada olhar e até cada pequena birra ficou-nos gravado no coração.
E confesso que visitar o Talasnal, ainda por cima antes da passagem do fogo, tornou-se ainda mais especial. Carregámos connosco uma sensação profunda de graça por termos visitado a aldeia em todo o seu esplendor e a certeza de que estes lugares devem ser cuidados, preservados e acarinhados, como quem protege uma memória preciosa.
Visitar aldeias de xisto como esta é uma forma de valorizar o património, preservar memórias e colecionar histórias para contar — com um sorriso ou uma gargalhada pelo meio.
E se já conhecem o Talasnal ou outra aldeia de xisto, que histórias engraçadas trouxeram de lá?
💗
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
Escondida entre as serras do concelho da Pampilhosa da Serra, está uma pequena aldeia que teima em resistir ao tempo, a minha aldeia do coração.
Cada vez com menos gente, cada vez mais silenciosa… Este ano, essa ausência foi notória e fez-se sentir ainda mais. Faltavam rostos, faltavam vozes, faltava aquela agitação que, noutros tempos, transformava as ruas numa espécie de carnaval serrano. E confesso que fiquei com o coração apertado e uma tristeza enorme...😔
Vêm-me à memória lembranças de quando era criança e a aldeia fervilhava de vida no mês de agosto. Carros para cima e para baixo, gargalhadas que ecoavam dia e noite dentro de gente que já partiu, mas que continua viva nas memórias de quem cá ficou.
Nos dias que antecediam a festa anual, havia sempre aqueles que vinham chamar a minha avó para fazer a filhó espichada — tinha uma técnica que ninguém conseguia igualar! Fazia as melhores filhoses da aldeia! Sempre adorei filhoses e os Três também gostam! Ainda bem que a minha mãe lhe apanhou a técnica e conseguiu até superar as da minha avó!
Por tanto gostar, a minha avó chegou mesmo a comprar uma fritadeira gigante para fazer a maior filhó espichada de sempre… acho que devia ter ficado registado no Guinness! 😅
E a água da casa dos meus avós? Um furo mágico com água fresquinha, onde muitos com os cântaros vinham buscar sem pedir licença. Era mesmo assim! Confesso que, muitas vezes, assustava-me com alguém a entrar inesperadamente, mas isso fazia parte do charme do sítio!
O meu avô, que durante anos foi presidente da junta de freguesia, era dos poucos que tinha telefone em casa. Adorava quando interrompiam o almoço ou o jantar para uma chamada urgente — nada como misturar a chanfana típica da zona com uma conversa particular ou assuntos da freguesia!
Ah, a chanfana! Também dias antes da festa, o meu pai e o meu avô iam comprar a cabra. Gostava de ir com eles só para dar um passeio pelas serras. Isto quando os meus avós já não tinham criação, porque quando tinham era o próprio do meu avô que preparava a cabra. Por estes dias, o forno a lenha dos meus avós estava sempre a trabalhar, assando caçarolas de chanfanas que iam parar a muitas mesas da aldeia. Cheirinho que nos deixava salivar durante horas!
Quando eu era pequena, o dia da festa era um frenesim. A minha mãe comprava-me sempre um vestido novo — todos se vestiam a rigor, como se fossem para uma cerimónia real! Eu gostava do vestido, mas exibi-lo na procissão era… digamos, um castigo! E os foguetes que estalavam no céu e eu ficava aterrorizada! Odiava acordar com aquele barulho que anunciava às aldeias vizinhas que a nossa terra estava em festa.
De manhã cedo, as cornetas tocavam e, pouco depois chegava a filarmónica que percorria a aldeia de casa em casa a recolher ajuda para a festa. Durante o almoço, os músicos eram convidados a sentarem-se à mesma mesa das famílias, em casas pequeninas, partilhando a chanfana da aldeia e umas boas gargalhadas, num ambiente acolhedor.
À tarde, a missa e a procissão em honra de Nossa Senhora das Neves, a nossa padroeira, era um momento grandioso. Três andores percorriam a aldeia, acompanhados por centenas de pessoas com promessas a cumprir. Um momento de fé e devoção mas também de encontros e reencontros.
Já à noite, durante anos, o mesmo duo musical animava a aldeia. Deixaram o legado em descendentes da aldeia que já tinham o gosto musical das concertinas, incutido pelos seus avós.
Outros, também tomaram o gosto pela concertina e hoje é graças a eles que por vezes ainda ecoa pelas ruas o som de uma concertina que alegra a aldeia.
E a tradição da alvorada? Os mais resistentes da noite iam de casa em casa despertar quem ainda dormia. Dizem que, em tempos, até se entrava pelos telhados. Imaginem o susto de acordar com alguém a espreitar do teto! 😂
Anos atrás, poucos, tentou-se recuperar a tradição, quando ainda fazia sentido para muitos vir à festa da aldeia, passar por esta altura uma temporada de férias!
Mas a vida corre e tudo muda. Fomos perdendo pessoas da maneira mais triste, aquela que é para sempre... Ficamos tristes, com mágoas grandes, feridas abertas...
Hoje somos um pequeno grupo de pessoas que se veem pela altura da Páscoa, e pela altura da festa anual, a qual vamos tentando manter com muito esforço... Somos quase sempre os mesmos...
Este ano foi sem dúvida visível os que nutrem amor pelas raízes e que honram as pessoas que perdemos, simplesmente estando presentes, apesar da dor.
Temos sido poucos, é verdade. A aldeia foi-se esvaziando, ficando cada vez mais dependente dos regressos sazonais.
Este ano fomos poucos, sim. Mas fizemos a festa. Porque a festa é mais do que música e foguetes. É a ligação à padroeira, é a partilha entre vizinhos e família, é a celebração da própria aldeia, é o convívio.
E enquanto houver quem acenda uma vela, quem traga um andor, quem toque uma concertina, quem vista o melhor traje para honrar a tradição, a aldeia continuará a ter vida. Pouca, talvez, mas genuína.
E no fim chego à conclusão que até de ouvir os foguetes, sinto falta!
💗
sexta-feira, 1 de agosto de 2025
O Santiago sempre adorou puzzles. Desde pequenino. Começámos por aqueles bem simples, ainda de bebé, em que tinha de juntar a imagem à palavra. Depois vieram os puzzles de 25 peças, 50, 100, 250...
O de 250 peças fez em... uma hora. Tinha cinco anos! Acho que levei eu mais tempo a escolher a caixa do puzzle do que ele a montá-lo!
No Natal seguinte, a nossa querida Lena decidiu elevar a fasquia (e testar a nossa sanidade mental): ofereceu-lhe um puzzle de 2000 peças!! Com animais, claro, que ele adora.
Lá montámos a borda toda com a ajuda do Santi. Foi giro... durante uns 40 minutos.
Depois... bom, digamos que o entusiasmo foi ficando a meio caminho entre os TPC, a escola e a falta de tempo. E o puzzle ficou abandonado.
A Lena, determinada, até pediu a um amigo para fazer uma placa com rebordos próprios para montarmos o puzzle com estilo.
Durante um ano e meio, o puzzle viajou mais que muitos de nós: debaixo de camas, pelo sótão, atrás de sofás... sempre incompleto, sempre à espera.
Até que há coisa de um ano, voltou à mesa da sala. De sábado em sábado, eu e a Lena lá íamos dando umas peças. Aquilo parecia um plano secreto de missão militar.
Quando às vezes surgia uma imagem, surgia o Santi, quando não havia desenhos animados, claro! Se tivesse macacos no desenho do puzzle, acho que ele o tinha feito de uma enfiada!
O pai também aparecia de vez em quando, qual Sherlock Holmes das peças perdidas. E a Baby C... ai a Baby C! A batoteira-mor. Tirava peças que já estavam colocadas e, com ar triunfante, dizia: “Consegui pôr uma! Encontrei!!!”... Sim, claro. Viu onde estava, tirou, voltou a pôr. Técnica infalível.
Entre risos, batotas e alguma teimosia, o puzzle lá foi avançando.
Até que, antes da Páscoa, faltavam umas 100 peças, deu-me um ataque de produtividade e quase o terminei sozinha. Quase. Deixei só algumas para acabarmos todos juntos com a nossa querida Lena e fingirmos que foi um esforço de equipa.
E foi. Antes da Páscoa deste ano, o puzzle foi finalmente... finito!!
Claro que voltou a andar às voltas pela casa — qual troféu sem pedestal — até que resolvi: isto vai ser emoldurado!
Eu própria tratei do assunto: medi, comprei uma moldura, pesquisei técnicas... Descobri que existe cola específica para puzzles. Não é cola branca, não senhor. É cola “de gente séria que faz puzzles grandes”.
Pincelei camadas generosas por cima do desenho, deixei secar, virei cuidadosamente, encaixei na moldura, fechei o passe-partout... e voilá!
Só falta uma coisa: decidir onde pendurá-lo.
Estamos em negociações. Já houve votos, discussões, e uma proposta para usar a moldura como tabuleiro de servir bolos, mas essa foi rejeitada! Brincadeirinha!
Mas uma coisa é certa: este puzzle vale mais pelas memórias do que pelas peças.
E talvez... talvez o próximo seja só de 500!
💓
quarta-feira, 30 de julho de 2025
Muitas vezes ouço: “Ai, quando eles eram pequenos não devia ser nada fácil!”
E sim, fácil não era. Dependiam de nós para tudo: banho, vestir, comer, vigiar constantemente para não treparem aos móveis ou aventurarem-se em montanhas-russas imaginárias. Com três crianças era um verdadeiro teste à nossa resistência física e emocional.
Mas difícil, difícil… é agora!
Com os gémeos com 11 anos e a mana com 9, os desafios ganharam outro nível: discutem com convicção, argumentam com razão (pelo menos acham eles 😅), provocam-se, fazem birras disfarçadas de debates e, volta e meia, acabam por engalfinhar-se.
Acham que já sabem tudo. São uns "mini-adultos" cheios de certezas.
E foi mais ou menos assim que tudo aconteceu com o nosso querido Santi...
A aventura (e queda) do maior
Estavam de férias com os avós. Uma tarde de verão, jogo de futebol no quintal com a irmã.
Até que a irmã — que não se ficou atrás — deu um valente pontapé na bola… e lá foi ela, a voar até ao terreno do lado.
O “maior”, cheio de confiança, decide escalar o muro para a ir buscar. Resultado?
Escorregou ao descer e rasgou o braço junto à axila numa rede metálica. 😬
O Avô quase teve um enfarte só de olhar. Já o Santi, tranquilo como sempre, nem percebeu logo o que se tinha passado. Só quando sentiu o braço molhado e disse casualmente ao avô “Avô, sinto isto aqui molhado…” é que veio o pânico!
Tinha um rasgão profundo, com sangue a escorrer... O Avô ficou em estado de choque.
Emergência à moda antiga (e com Waze à mistura)
A Avó correu para ir buscar água-oxigenada, limpou como pôde, colocou uma gaze improvisada e lá foram a correr para os bombeiros mais próximos.
Pelo caminho, o Avô — numa tentativa corajosa de ser “moderno” — decidiu usar o Waze aplicação que os netos lhe tinham instalado no telemóvel e que os mandou por caminhos duvidosos (e um tanto rurais demais!) 😅
Chegados aos bombeiros, viram logo que a ferida precisava de pontos no hospital. O pai, que ligou por acaso nessa altura, apanhou a história pela metade... até que a bombeira — santa mulher — disse-lhe: “Oh, não se preocupe, é uma merdinha de nada!”
(Que jeito que deu ouvir isso! É bom ter profissionais com vocabulário tranquilizador! 😂)
O desfecho (e os 7 pontos)
Eu? Ainda em casa, sem saber de nada! Só recebi a chamada quando já iam a caminho do hospital. O Avô não me queria dizer nada — segredo mal guardado com o neto ao lado que não se aguentou enquanto se descoseu!
Fiquei em pânico, claro. Mas ele e o Avô estavam super calmos, e garantiram que estava tudo controlado.
A sorte foi o pai ter, entretanto, chegado a casa e dito que já tinha falado com os bombeiros. Respirei fundo e que era "uma merdinha de nada!"😂😂😂😂
Por volta da 1h da manhã recebi a confirmação: já tinham saído do hospital e a "merdinha de nada", afinal significou 7 pontos no braço!
E claro um monte de histórias para contar!
O regresso a casa e a festa dos irmãos
No momento do acidente, acho que a irmã ao ver o sangue entrou em pânico. Gritava, chorava e dizia que a culpa tinha sido dela. Pelo que os avós contaram, foi preciso muito mimo para a acalmar.
Os irmãos ficaram à espera do herói ferido e, quando ele chegou, foi uma festa. O Santi, claro, contou tudo com todos os pormenores, incluindo o que os médicos lhe disseram e como foi levar a anestesia.
(E eu a pensar que quando parti a cabeça em pequena fui cozida a sangue frio! Ainda bem que evoluímos! 😅)
Ainda estiveram acordados até às 2 e tal da manhã em plena cavaqueira, os irmãos muito mais aliviados, porque acabou por tudo correr bem.
No fim, ficou a história (e a cicatriz)
Esteve 10 dias de choco em casa, sem praia até tirar os pontos, mas cheio de orgulho por ter sido valente.
E eu? Com o coração mais leve, mas com mais uma ruga de mãe. Porque crescer é mesmo isto: eles ganham liberdade… e nós ganhamos cabelos brancos!
💙
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| A "merdinha de nada", um dia antes de tirar os pontos! :) |
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Não foi por opção. A vida simplesmente foi acontecendo... a um ritmo que me parece a cada ano que passa, mais alucinante!
As rotinas que se impõem e que instalam silêncios sem darmos por isso. Dias cheios e minutos que se evaporam entre mil e uma tarefas.
A verdade é que nunca deixei de pensar no blog. Volta e meia vinha cá...
E caramba não é que me divertia imenso sempre a reler o que partilhei!
E, na realidade, nunca deixei de escrever, mesmo que fosse só mentalmente... Imaginava o que poderia aqui partilhar neste cantinho que nasceu com um objetivo: o de partilhar as nossas aventuras com a família e os amigos. E chegava mesmo a formular o início dos posts da minha cabeça, durante as viagens trabalho-escola-casa ao final do dia!
Mas a vontade de voltar cresceu. E não, não voltei a ter mais tempo — afinal quem tem? 😅 —, mas ao voltar a reler senti falta de registar, de partilhar, de olhar para a vida com um pouco mais de emoção...
Acabei por me deparar que à velocidade que a vida acontece, acabo por me esquecer de tantas coisas que gostava de recordar para sempre — outras nem tanto!😔 — e ao reler as minhas partilhas deste blog em suspenso, descobri que ele me ajuda a recordar.
Blog este que nasceu com três filhos pequenos e muitos sonhos.
Hoje, esses filhos já não são assim tão pequenos, mas as memórias, os desafios e as alegrias continuam a ser motivo de partilha aqui.
sexta-feira, 22 de março de 2024
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
No outro dia partilhei, na página de Facebook, um artigo que falava que Ficar junto aos filhos até eles adormecerem não é um mau hábito.
E identifiquei-me tanto com aquele relato...
E este é um momento só nosso...💓
Porque, infelizmente, a realidade é que durante a semana é o único tempo de qualidade que tenho para estar com eles.
É um momento onde estão mais tranquilos e conversamos... sobre tudo e sobre nada.
Conversamos sobre como correu o dia, o que fizeram, o que mais gostaram, as peripécias de alguns amigos e tudo o mais o que se lembram...
E este precioso momento acalma a minha culpa por não conseguir a dar-lhes a atenção que precisam, por não conseguir brincar mais tempo com eles durante a semana...
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
Pronto!
Num ápice! Já se foram. As Férias.😔
As nossas, minhas e do pai! Sim, porque eles continuam por mais umas semanas...
E não se podem queixar, porque este ano aproveitaram à grande! No total, foram quase dois meses, literalmente de férias!
Começaram com uma semana de praia com os avós, seguiram-se duas semanas intensivas de colónia de férias pelo ATL, mais uma semana de praia, três semanas de serra e uma semana de quinta.
A avó H. e o avô A. foram os grandes protagonistas destas férias dos Três! E não tenho como agradecer-lhes o tempo e a paciência que disponibilizaram para eles!
Foram vários dias com os Três a aturarem-lhes as manhas, as birras, as brincadeiras fora da caixa e a fazerem-lhes as vontades todas...
Não houve consolas, apenas tablets para estarem um pouco sossegados na hora sagrada da sesta do avô! Mas tablets sem internet, que o wi-fi é coisa escassa por aquelas bandas da serra!😉
Foram dias preenchidos com jogos, convívios e brincadeiras entre família e amigos, passeios, mergulhos na nossa piscina fluvial preferida e em outras que fomos à descoberta, dias de sol para repor vitamina D, nas praias que adoramos, em parques e jardins.
A isto juntamos a comidinha da avó H, que a pedido, muito pedido, fez quilos de filhoses espichadas para os catrafulhos!
O pãozinho no forno a lenha e as imensas iguarias a que se dedicou para nos deliciar e fazer engordar mais um pouco! 😜
💗

quinta-feira, 28 de julho de 2022
sexta-feira, 22 de julho de 2022
Os ataques informáticos estão na ordem do dia!
E muito longe de pensar que poderia ser um alvo, não é que fui mesmo!
Pois é, alguém teve a ousadia de aceder ao meu perfil usurpando-o! Felizmente o Facebook apercebeu-se e bloqueou o usurpador alheio!
No entanto, não consegui até hoje fazer a recuperação nem do perfil, nem da página que lhe estava associada e que tinha por base este meu pequeno blog!
Assim, perdi todas as publicações que partilhei com os poucos seguidores que me/nos assistiam no mundo digital (cerca de cinco centenas), que eram na quase na totalidade família e amigos e conhecidos.
Assim, informo de que I'M BACK AGAIN!
💗
domingo, 13 de fevereiro de 2022
quarta-feira, 3 de março de 2021
Este segundo confinamento trouxe-nos uma novidade: a escola em
casa!
E a escola em casa era algo que me apoquentava o espírito, só de
pensar como é que eu e o pai dos Três iríamos conseguir dar
apoio e fazer um bom acompanhamento aos gémeos, visto que estão no primeiro ano
e é aqui que se começam a construir as bases de aprendizagem.
Felizmente este segundo confinamento entrou numa altura em que os
gémeos já tem incutidas algumas regras de aprendizagem e já começam a decifrar
pequenos textos! (Isto sou eu a tentar ver o lado positivo!😅)
No entanto, embora já estejam um pouco autónomos ainda precisam
muito da nossa atenção e estão constantemente a colocar questões.
E como podem imaginar, sendo dois não é fácil porque ora é um,
ora é o outro a colocar a dúvidas e questões e às vezes a fazer perguntas do
arco da velha!
E credo o ensino agora é tão diferente do meu tempo!😜
Sim, tem sido dias difíceis! Ninguém disse que seria fácil!
No meio disto eu e o pai estamos ambos em teletrabalho! Felizmente
temos essa possibilidade e lá vamos fazendo o acompanhamento possível...
Se estamos a conseguir conciliar as coisas nas perfeição? Não, não
estamos. Vamos tentado ajustar-nos!😏
A baby C como ainda está só no pré-escolar não tem obrigatoriedade
de fazer aulas, por isso anda um pouco perdida, aqui por casa. Corta-me o
coração vê-la o dia todo quase sozinha.
Por isso pedi ajuda, aos avós, que volta e meia a vem buscar.
Acabam por lhe fazer companhia e sempre se entretém. Sei que não é a
solução ideal, mas pelo menos ela não passa o dia todo a brincar sozinha
no quarto ou agarrada ao tablet no Youtube Kids!
❤
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
Este ano o aniversário da Baby C foi diferente...
Simples, só nós mas com todo o amor...💓
As exigências foram apenas um bolo da Minnie (um miminho da nossa querida Andreia) e uns patins com quatro rodas!
Uns patins! Nem sei como se lembrou de uns patins, mas já era um pedido frequente, por isso acedi e oferecemos-lhes os ditos patins... que tinham que ser cor-de-rosa!
Como não percebo patavina de patins, fui à Decathlon e estudei o assunto, in loco. Ia com a ideia de que seriam uns patins de quatro rodas, como ela tinha mencionado, e pensei que até fosse boa ideia porque pela lógica daria mais estabilidade.
Tive que chamar um técnico especializado😁 que lá me explicou que os patins de quatro rodas eram para patinagem artística e que o melhor para ela seria uns patins inline (em linha) de acordo com a idade dela, com três rolamentos, com a possibilidade de colocar duas rodas atrás!
Primeira aula sobre patins (rolamentos, pisos, estabilidade), check!
Mas e agora quem a vai ensinar? Eu e o pai não sabemos andar de patins! Ela também não! 😱😱😱
Ainda não tivemos oportunidade para experimentar os patins... o tempo não tem ajudado! Mas assim que for possível iremos praticar...
O padrinho da Baby C já deu a dica do 🐧, ou seja disse-lhe que o truque era colocar os pés como os pinguins, virados para o lado...
Alguém tem mais dicas para ensinar a baby C a andar de patins?
❤❤
sábado, 23 de janeiro de 2021
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
E um mês depois deparei-me com o primeiro telefonema da professora! 😓
O motivo deveu-se às queixas do Salvador sobre o facto de não conseguir ver para o quadro.
Já tinha agendado consulta para ambos no oftalmologista. Com o início da escola primária achei que era importante confirmar se estaria tudo bem com a visão deles!
A consulta estava marcada para dezembro. Até a data nunca tinha observado nada de especial a não ser o facto de por vezes sentar-se muito em cima da televisão, mas qual não é criança que faz isso?
Nunca ele se queixou da falta de visão.
Bem, mas com o telefonema da professora pedi para ver se era possível antecipar a consulta e remarquei para ambos.
Conclusão: os twins a precisarem ambos de óculos! Causa: Astigmatismo! O Salvador com mais graduação que o Santiago.
Perguntei ao oftalmologista se com o uso dos óculos era possível corrigir. Tinha ideia que sim, pelo menos já ouvi casos que sim! Ao que me respondeu: "Sim, aos 21 anos com operação!"
Não fiquei satisfeita com a resposta e decidi pesquisar sobre o assunto... Cheguei até ao site da Fábrica dos Óculos do Cacém (desculpem a publicidade) e descobri que tinham um óptimo espaço para as crianças poderem escolherem os seus óculos e que faziam consultas gratuitas!
Perfeito!
No dia seguinte fomos lá! Explicamos a situação e pedimos para fazer consulta aos Três.
Confirmou-se a graduação do Salvador e do Santiago confirmamos uma graduação mais baixa do que o oftalmologista tinha indicado.
Quanto à Carolina o oftalmologista tinha aconselhado que fosse vista também, por isso aproveitamos logo ali o momento. Mas a miúda tem visão raio x!
Na Fábrica dos Óculos foi uma oftalmologista que os viu e daquilo que pude observar foi muito atenciosa, explicou-me tudo e colocou-os muito à vontade para que respondessem, além de que fez um exame mais pormenorizado!
Com as receitas na mão lá fomos nós escolher a armação dos óculos para ambos!
Escolhemos o modelo igual, cores diferentes, até porque a graduação dos dois é diferente e por isso podíamos correr risco de trocar os óculos se fossem iguais.
O melhor de tudo é que conseguimos trazer logo os óculos, porque as lentes são feitas ali no momento.
Os dois estão a habituar-se muito bem aos óculos! E só os tiram para dormir ou tomar banho. De manhã quando acordam põem-nos logo!
E até ficaram bem giros de óculos, ou será que são os meus olhos de mãe?😁
💓
sábado, 28 de novembro de 2020
Podia dizer muito sobre isto... e hoje partilho estes pensamentos em tom de desabafo...
Já vos disse por aqui que somos confrontados ocasionalmente por comentários despropositados, umas vezes um tanto ou pouco engraçados, outra vezes pouco contemplativos e a roçar até a má educação... simplesmente pelo o facto de termos três filhos com idades muitos próximas, dois deles gémeos...
Pelo que às vezes acho piada, outras há que nem tanto e confesso até que me deixam um pouco desorientada...
Sobretudo quando vejo que nos estão a julgar ou a comparar... pelas nossas escolhas, pelas nossas ações ou talvez... ou simplesmente porque existimos...
Mas para julgar é preciso ter conhecimento de causa e para comparar é preciso estar ao mesmo nível...
E quando o fazem, sabem o que é que eu faço?
Brincadeirinha! 😂 É claro que me fico só pela imaginação! Tranquilitos!
Sei que não somos perfeitos, enquanto pessoas e mesmo enquanto pais...
Acho que até sou uma pessoa com bastante paciência e que com um bom nível de tolerância..., porque se assim não fosse haveria muita coisa que não me seria possível ignorar, tão bem...
Isto é até um dia me saltar tampa! Porque afinal não sou perfeita...























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