Dia a dia

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

 As aulas começaram! 🎒

E eu aqui sem saber: fico feliz ou triste?

Por um lado, maravilha: estão entretidos, a aprender, e não andam a demolir-me a casa. Por outro lado, entro em modo gestora de operações especiais, com logística digna de um exército em missão no Afeganistão.

E quando digo logística, não falo de “ai que giro, uma lancheirinha” — não! É uma parafernália de lancheiras, mochilas e tralhas, porque decidi que eles levam almoço de casa. Resultado: o meu despertador toca às 6h, eu levanto-me ainda em estado zumbi 🧟‍♀️, e começo o banquete diário: lanche da manhã, almoço e lanche da tarde… vezes quatro (gémeos + Baby C + Pai). Sim, até o Pai vai no pacote.

Claro que isto implica que, na noite anterior, eu esteja de serviço ao inventário: “Tenho cenas suficientes para enfiar na marmita de amanhã ou vamos ter que improvisar com pão seco e maçãs enrugadas?”

Podia optar pelos almoços da escola, mas o ano passado vinham de lá com relatos de horror gastronómico: peixe cru, batata a boiar em água… basicamente, pratos que fariam o Gordon Ramsay gritar “It’s raw!” 🤯.

O ATL também serve almoço, mas multiplicar por dois = multiplicar a mensalidade. Obrigada, mas não obrigada.

Já a Baby C é VIP: só leva os lanches e almoça confortavelmente em casa dos avós, que moram ao lado da escola. Uma sorte!

De manhã, normalmente é o Pai que os despacha, às vezes sou eu… depende de quem ganha ao jogo do prego de ferro da organização matinal.

À tarde, entro em modo Uber: ir buscar uns, depois a outra, depois atividades, depois dividir-me por três (se ao menos desse para me clonar!). Felizmente existe também o “Uber privado do Avô”, sempre pronto para qualquer SOS.

Com atividades e afins, raramente chegamos a casa antes das 20h/20h30. A partir daí é o sprint final: banhos, jantar, lavar dentes, pijamas… e só pelas 23h é que eles caem na cama. Eles, porque eu ainda tenho uma cozinha para arrumar e um cérebro que implora por pelo menos 6 horas de sono.

E, claro, depois de jantar, pedir-lhes para fazer alguma coisa é drama garantido. Do caminho entre a cozinha e os quartos conseguem lembrar-se de 137 tarefas urgentes… menos vestir o pijama e lavar os dentes. 🙃

É aqui que entra o “polícia de serviço” para impor a lei e a ordem na palhaçada generalizada. 🚨


💗



6.º e 4.º ano!!


quarta-feira, 30 de julho de 2025

Bem… os gémeos cresceram. E, sinceramente, começo a achar que à medida que crescem, as preocupações também crescem — e muito!

Muitas vezes ouço: “Ai, quando eles eram pequenos não devia ser nada fácil!”

E sim, fácil não era. Dependiam de nós para tudo: banho, vestir, comer, vigiar constantemente para não treparem aos móveis ou aventurarem-se em montanhas-russas imaginárias. Com três crianças era um verdadeiro teste à nossa resistência física e emocional.

Mas difícil, difícil… é agora!
Com os gémeos com 11 anos e a mana com 9, os desafios ganharam outro nível: discutem com convicção, argumentam com razão (pelo menos acham eles 😅), provocam-se, fazem birras disfarçadas de debates e, volta e meia, acabam por engalfinhar-se.

Acham que já sabem tudo. São uns "mini-adultos" cheios de certezas.
E foi mais ou menos assim que tudo aconteceu com o nosso querido Santi...


A aventura (e queda) do maior

Estavam de férias com os avós. Uma tarde de verão, jogo de futebol no quintal com a irmã.
Até que a irmã — que não se ficou atrás — deu um valente pontapé na bola… e lá foi ela, a voar até ao terreno do lado.

O “maior”, cheio de confiança, decide escalar o muro para a ir buscar. Resultado?

Escorregou ao descer e rasgou o braço junto à axila numa rede metálica. 😬

O Avô quase teve um enfarte só de olhar. Já o Santi, tranquilo como sempre, nem percebeu logo o que se tinha passado. Só quando sentiu o braço molhado e disse casualmente ao avô “Avô, sinto isto aqui molhado…” é que veio o pânico!

Tinha um rasgão profundo, com sangue a escorrer... O Avô ficou em estado de choque.


Emergência à moda antiga (e com Waze à mistura)

A Avó correu para ir buscar água-oxigenada, limpou como pôde, colocou uma gaze improvisada e lá foram a correr para os bombeiros mais próximos.

Pelo caminho, o Avô — numa tentativa corajosa de ser “moderno” — decidiu usar o Waze aplicação que os netos lhe tinham instalado no telemóvel e que os mandou por caminhos duvidosos (e um tanto rurais demais!) 😅

Chegados aos bombeiros, viram logo que a ferida precisava de pontos no hospital. O pai, que ligou por acaso nessa altura, apanhou a história pela metade... até que a bombeira — santa mulher — disse-lhe: “Oh, não se preocupe, é uma merdinha de nada!”

(Que jeito que deu ouvir isso! É bom ter profissionais com vocabulário tranquilizador! 😂)


O desfecho (e os 7 pontos)

Eu? Ainda em casa, sem saber de nada! Só recebi a chamada quando já iam a caminho do hospital. O Avô não me queria dizer nada — segredo mal guardado com o neto ao lado que não se aguentou enquanto se descoseu!

Fiquei em pânico, claro. Mas ele e o Avô estavam super calmos, e garantiram que estava tudo controlado.

A sorte foi o pai ter, entretanto, chegado a casa e dito que já tinha falado com os bombeiros. Respirei fundo e que era "uma merdinha de nada!"😂😂😂😂

Por volta da 1h da manhã recebi a confirmação: já tinham saído do hospital e a "merdinha de nada", afinal significou 7 pontos no braço!

E claro um monte de histórias para contar!


O regresso a casa e a festa dos irmãos

No momento do acidente, acho que a irmã ao ver o sangue entrou em pânico. Gritava, chorava e dizia que a culpa tinha sido dela. Pelo que os avós contaram, foi preciso muito mimo para a acalmar.

Os irmãos ficaram à espera do herói ferido e, quando ele chegou, foi uma festa. O Santi, claro, contou tudo com todos os pormenores, incluindo o que os médicos lhe disseram e como foi levar a anestesia.

(E eu a pensar que quando parti a cabeça em pequena fui cozida a sangue frio! Ainda bem que evoluímos! 😅)

Ainda estiveram acordados até às 2 e tal da manhã em plena cavaqueira, os irmãos muito mais aliviados, porque acabou por tudo correr bem.


No fim, ficou a história (e a cicatriz)

Esteve 10 dias de choco em casa, sem praia até tirar os pontos, mas cheio de orgulho por ter sido valente.

E eu? Com o coração mais leve, mas com mais uma ruga de mãe. Porque crescer é mesmo isto: eles ganham liberdade… e nós ganhamos cabelos brancos!

💙



A "merdinha de nada", um dia antes de tirar os pontos! :)



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Se para uns estas três semanas (a caminho de quatro) passaram devagar, por aqui tenho a sensação que passaram num ápice.

Por incrível que pareça passaram-se já três semanas!

O meu primeiro pensamento quando percebi que iria ficar em casa em regime de teletrabalho foi: "Vou ter mais tempo para fazer as coisas em casa, porque não vou perder tempo nas viagens!"

ERRADO! Teletrabalho com três crianças em casa não é exequível a 100%.

Os primeiros dois dias estive sozinha com os Três, sendo que ainda me estava a organizar para este novo regime, que me parece que ainda se vai prolongar por mais algumas semanas.

Durante a manhã a coisa até corria bem, mas depois de almoço a coisa descontrolava-se um bocadinho e se não ouvi a palavra "MÃE" mais de 60 vezes, 20 de cada um, não foi muito! Foram dois dias para esquecer?

Ao terceiro dia o pai veio para casa, também em regime de teletrabalho, e passámos a ser dois a tentar controlar as feras.

A coisa melhorou um bocadinho cá em casa... mas 
como perco imenso tempo na hora das refeições, acabo por ter o mesmo tempo que tinha antes.

De qualquer das maneiras, sinto-me super assoberbada com o trabalho, as refeições, a gestão das tarefas de casa, a gestão do dia a dia dos Três e a gestão de cada uma das suas personalidades, embora estejamos os dois em casa.

No que diz respeito à gestão do dia a dia dos Três, as educadoras tem tido essa preocupação e tem mandado várias sugestões de atividades... Mas não é por isso que me deixo de sentir mais assoberbada! Isto porque não consigo fazer tudo o que sugerem... e o que me vale é que ainda  não estão no primeiro ciclo do ensino básico!

Gostava de lhes dedicar mais tempo porque estamos confinados à nossa casa e poderíamos fazer coisas giras, tal como vejo outras mães fazerem com os filhos. Desde criarem percursos de jogos para fazerem exercício a jogos didácticos com materiais recicláveis, fichas de exercícios para estimularem o cérebro, enfim um sem número de coisas... muito criativas mas que eu não consigo fazer porque me sobra pouco tempo...😕

Os Três já se habituaram a esta situação e já aceitam melhor tudo o que lhes pedimos... ou quase tudo... Só ainda não conseguimos que façam silêncio de cada vez que estamos ao telefone...😆

Têm dividido o seu tempo entre a consola, os desenhos animados, as brincadeiras com os legos, as construções de plasticina, os puzzles, ou a pintar desenhos de personagens que adoram, pedindo-me para tirar as imagens da internet...


E, sim, passam o dia de pijama... e aqui assumo a minha culpa que os deixo andar à vontade!

No meio disto disto tudo, volta e meia, há desentendimentos entre os Três, o que significa gritos e birras estridentes...












quinta-feira, 2 de abril de 2020

Vivemos tempos extraordinários e não num sentido positivo...

E a única coisa que nos é pedido é  para ficar em casa... para não termos contacto social... saídas só para adquirir bens de primeira necessidade... Ao ficarmos em casa estamos, não só a protegermos-nos, como, a proteger os outros.

E isto é essencial para combater este vírus que assolou o mundo... para não o deixar que se propague a um ritmo desconcertante... E os abraços e os beijinhos vão ter que esperar...

Em virtude disto tudo, as escolas fecharam, e muitas famílias tiveram que ficar em casa com os filhos... No nosso caso, são três... outras há que são mais...

Passo algumas horas nas redes sociais, em consequência da minha atividade profissional, e tenho me deparado com algumas queixas de pessoas a comentarem que já estão saturadas de estar em casa com os filhos e muitas delas só tem uma criança...

Eu própria partilhei algumas imagens nesse sentido, mas sinceramente acho que somos uns sortudos... que mais podemos querer nesta situação estamos no conforto da nossa casa, temos água, comida, conforto... Sim, é difícil entreter as crianças o dia todo e elas aborrecem-se facilmente... eu entendo...eu entendo mesmo... acreditem!

Agora pensem naquelas pessoas que tem de ir trabalhar todos os dias e que só ao fazerem isso podem estar a correr o risco de contrair este vírus ainda desconhecido na sua forma de evolutiva...
Pensem principalmente nos médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde que estão na linha da frente no combate a este vírus (e conheço algumas pessoas com estas profissões e para elas dirijo meu respeito e profunda gratidão e peço proteção)...
Pensem na realidade com que se deparam e o que tem de sacrificar nas suas vidas para que a sua família possa estar em segurança...

E pensem sobretudo da solidão pela qual muitas pessoas devem estar a passar... e a solidão nestes termos pode ser uma coisa muito assustadora...

Vi um vídeo de um médico que está a chegar a casa e ao ver o filho pequeno a correr em direcção a ela para o abraçar, grita-lhe "Não, Não, Não", num ato desesperado de amor... e foi como se levasse um murro no estômago, as lágrimas caíram-me de imediato. Não consigo sequer imaginar o que é depois de um dia duro de trabalho, de enfrentar esta realidade, não poder dar um abraço aos meus filhos ou às pessoas que amo!

E já agora sabiam que há uma plataforma online que permite entregar mensagens de agradecimento, força e esperança a públicos de risco, sejam eles idosos doentes, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, técnicos especializados, entre outros profissionais? Vejam aqui.

Nestes tempos os serviços reinventam-se ... Esta plataforma é apenas uma maneira de enviar palavras de carinho e assim amar à distância...

Ao pessoal médico, juntam-se todas aquelas pessoas que continuam a trabalhar para assegurar os serviços essenciais à população... para que mesmo assim tudo, quase tudo, continue a funcionar...

A nós só nos é pedido para ficarmos em casa evitando qualquer tipo de contacto social.

Por isso FIQUEM EM CASA!



Créditos de imagem: Saúde TV Mais

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Finalmente, a semana passada pudemos respirar de alívio. O Santiago teve alta das consultas do braço! 😂

Andou seis semanas com braço engessado, depois de uma aparatosa queda de trotinete.
Adaptou-se muito bem ao facto de ter o braço ao peito. Comprámos, ainda no hospital quando esteve internado, o apoio para o braço e todos os dias de manhã ao acordar era ele próprio que o ia buscar e pedia ajuda para colocar.
Só na última semana, antes de tirar o gesso, é que já nem ligava peva ao apoio! Acho que já se devia ter habituado ao peso do gesso e por isso já não o incomodava.
Os amigos, as educadoras, os avós, os manos, a Lena e a Andreia escreveram os seus nomes e mensagens de carinho. Os amigos começaram a dizer que o braço dele parecia um braço martelo! E sim, era bem duro aquele gesso!
Bem, na realidade era uma camada de algodão com gesso por cima e depois coberto com uma fibra qualquer endurecida.

No dia em que fomos tirar o gesso, portou-se muito bem! Eu é que ia desmaiando quando vi a grossura da cavilha que ele tinha dentro do braço e que as enfermeiras puxaram à minha frente. Pensei: "Mas que raio o médico não tinha dito que era um fio, um fiozinho! Lembro-me perfeitamente! Foi isso que ele disse, um fiozinho!" 😲
Afinal era uma cavilha com meio centímetro de espessura! 
O Santiago nem um ai deu! 
A mim... Bem valeu-me a cadeira que enfermeira colocou atrás de mim!

Os três meses que se seguiram e que terminaram a semana passada, foram meses de cuidados redobrados, uma vez que uma queda em cima daquele braço fragilizado podia pôr em causa a recuperação.

Foram três meses para os quais o médico exigiu: "Nada de corridas, desportos, bicicletas ou mesmo trotinetes!"

E como é possível controlar uma criança de cinco anos de forma a que não faça brincadeiras perigosas, corridas ou afins?

Só vos digo DIFÍCIL MUITO DIFÍCIL! Posso vos dizer que ia tendo muitos ataques cardíacos durante estes três meses.😖

Felizmente, os três meses já passaram e já podemos respirar de alívio. O raio X demonstrou que o osso estava perfeito.

O médico perguntou-lhe: "E agora Santiago vais voltar a andar de trotinete?" E ele não se ficou respondeu-lhe: "Sim, vou sim!"
O médico ficou super admirado de ele não ter ganhado medo à trotinete e com algum receio que o meu filho pudesse estragar o bom trabalho que ele tinha feito disse-lhe: "Bem, já podes voltar à natação, mas em relação à trotinete é melhor esperares mais um mês!"  😂😆😆😆😆

Um amor de médico, super tranquilo, atencioso e simpático, daqueles que nos transmite toda a calma do mundo e ao mesmo tempo confiança! Mostrou-se disponível para que se houvesse algum problema irmos logo ter com ele ou ligarmos diretamente para ele! Há poucos assim, hein!

Por agora, a contar os dias para poder andar de trotinete novamente!
(Acho que o vou embrulhar num edredon, nesse dia, só para prevenir!) 😄😄😄😄😄





terça-feira, 21 de maio de 2019

Os gémeos deixaram de dormir a sesta à tarde no colégio.
Começaram a fazê-lo, já o ano passado, umas semanas antes do colégio encerrar para férias.
Como era verão, na altura, e os dias eram mais longos, não notei grande diferença.
Até porque no caminho para casa, acabavam sempre por adormecer, uma vez que a nossa casa ainda fica a meia de hora de caminho.

Fazia de tudo para eles não adormecerem, mas havia dias que assim que descia a rua do colégio,  olhava para o banco de trás e via que o Santiago (sempre gostou mais de dormir) já tinha encostado a cabeça e adormecido.

Essa meia hora era quanto bastava para recuperarem energia e se eu deixasse já tinham pilhas para estarem acordados pelo menos até à meia noite!

No inverno, então era matemático, adormeciam-me sempre no carro. E acabava por leva-los ao colo diretos do carro para cama. E muitas vezes já era até ao dia seguinte. Aconteceu algumas, mas nunca os dois ao mesmo tempo.

Agora que os dias estão mais longos, a coisa alterou-se novamente: já não adormecem no carro, adormecem após a refeição, ainda sentados à mesa.

Ontem foi assim!
E sinceramente soube muito bem. Tive tempo para fazer tanta coisa em casa!

Por outro lado, fico a sentir-me culpada porque não passei tempo com eles.😔






quinta-feira, 28 de março de 2019

No outro dia perguntaram-me: "O que é que eles comem?"
Comida, óbvio!😀

Foi exactamente assim, não a resposta, mas a pergunta!

Desde que os gémeos nasceram tive que me tornar uma pessoa com a mente aberta,  e aprender a ler nas entrelinhas! Por isso compreendi o que a pessoa queria dizer... traduzo: Eles comem bem? Que comidas é que fazes para que eles comam bem?

Bem, deixo-vos algumas ementas que os Três comem muito bem:

- Bolonhesa de carne e legumes com esparguete;
- Atum com massa tricolor e ovo cozido;
- Pescada cozida com batata e cenoura cozidas e brócolos (sim comem brócolos, yeah!😃);
- Salsichas de peru grelhadas com batata-doce;
- Salmão grelhado com arroz de ervilhas;
- Polvo com batatas cozidas (este prato comem mais em casa da Lena ou da Avó M, porque o pai não consegue nem com o cheiro);
- Frango assado com arroz branco;
- Esparguete com bifes de frango.
- Arroz de pato (da avó, sim porque eu não tenho paciência nem tempo para fazer)
- Dourada grelhada com batata cozida e salada de alface;
- Batata frita doce com hambúrguer e salada de alface;

As nossas refeições são quase sempre acompanhadas de salada de alface e tomate, à qual junto normalmente fruta, como maça, pêra, morangos ou tangerina! Fica ótima e é uma forma de comerem fruta, sendo que eles adoram ao ponto de penicarem da taça da salada, os Três!

São refeições práticas e coloridas, que não exigem grande elaboração, nem grande ciência, muito à base de grelhados e cozidos.
Como podem ver, não sou uma fanática da alimentação saudável... até porque não tenho muito tempo para estar a pensar e a preparar pratos fora do comum, um tanto ou quanto elaborados e com ingredientes alternativos.

Quanto à sopa, confesso que atualmente nem todos os dias comem. Não porque não queiram, mas porque nem sempre tenho paciência para fazer! Sei que comem na escola e segundo me informaram até comem muito bem...

Os Três comem razoavelmente bem, mas é claro que tem fases menos boas, sendo que o Santiago é mais pastelão para comer! A conta disso chegamos a estar uma hora e meia a duas sentados à mesa!

Graças a Deus, são bons de boca! E estão numa fase em que já comem da nossa comida. Não preciso estar a fazer ementas diferentes para nós e para eles. O que é um alívio!








quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Acabaram-se as fraldas cá em casa!

A Carolina deixou as fraldas, dia e noite, assim de repente!
O desfralde da Carolina não foi fácil, é claro que mais uma vez tive a ajuda da escola. E tenho de reconhecer que a paciência e persistência das educadoras foi fundamental!

O processo foi iniciado no começo do verão. A educadora falou com os pais de todos os meninos da sala da baby c e pediu várias mudas de roupa, cuecas e persistência em casa também.

Confesso que o trabalho de casa nem sempre foi feito como devia ser. Até porque a baby C via os manos a fazerem xixi de pé e queria fazer como eles! Tinha a sua piada!

Lá tentávamos explicar que a Carolina era como a mãe e os manos como o pai.
Mas ela não estava nem aí para o assunto! Queria fazer xixi como os manos e inclinava a barriga para a frente e levantava a camisola e depois dizia: "nã tem!"

Fomos de férias com o penico e o redutor atrás! Voltámos e com a ajuda das educadoras voltamos a tentar.

E como por magia no espaço de uma semana começou a fazer xixi no penico e na sanita. E poucos dias depois experimentámos não lhe colocar a fralda da noite e foi um sucesso: fralda seca!

Durante os dias seguintes ainda fez algumas vezes o outro presente nas cuecas... até que por fim lá se lembrou de começar a pedir o penico para fazer o presente. E desde aí para cá tem corrido sempre bem!

No início do mês fomos a um baptizado e arrisquei levá-la só com a cuequinha. E não houve acidentes!

Pelo que posso dizer que findaram as fraldas cá em casa! Menos um item na lista das compras do supermercado!





quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Como já referi aqui no blog cortar o cabelo ao Salvador e ao Santiago é sempre algo que me deixa apreensiva...
Gosto de os ver com o cabelo um pouco mais comprido...  à beto, como diz a mãe de uma amiguinha deles lá do colégio!
Só a nossa Lena e a nossa Elsa é que conseguem desbastar as pontas do cabelo deles da forma como eu gosto. Por isso, é uma coisa que deixamos sempre arrastar até que uma delas tenha tempo para lhes aparar as pontas...

Mas desta vez, nem eu nem o pai já não podíamos ouvir os avós reclamar do cabelo deles! Então o pai pegou e foi sozinho com eles, num sábado de manhã, ao barbeiro.
Mas a coisa não correu bem... Saíram de lá e parecia que tinham uma tigela na cabeça!
Há uns anos atrás usou-se muito o corte à tigela, mas agora não está de todo em voga! Pareciam uns patetas, uns totós!

Não fui de modas e após a semana de férias com os avós, agarrei neles e fui ao barbeiro do avô A.! Pedi curtinho!
Por agora ficam com menos calor e quando chegar o Natal já estará perfeito para as fotografias da época... Pensei eu!

Assunto resolvido! Não temos mais os avós a chatear-nos!

Os S&S adoraram o novo corte! O Salvador virou-se para o Santiago girou a cabeça para a esquerda e para a direita com força para abanar o cabelo e disse: "Olha mano já não conseguimos fazer!"

Sentem-se mais leves, de facto! Mas estão tão diferentes! Parece que deixaram de ser uns bebés e parecem muito mais altos! Não estou nada habituada a vê-los com o cabelo tão curtinho!








terça-feira, 31 de julho de 2018

Não sei se é um problema aí em casa, mas na nossa é sempre um problema... a todas as refeições!
Seja ao almoço ou ao jantar, pequeno almoço ou lanche... Lembram-se sempre os dois de ir verter águas à casa de banho durante a hora da refeição!

Parece telepatia... Um diz: "Mãe posso ir fazer xixi?"
Diz logo o outro a seguir: "Mãe, também estou muito aflito, também quero fazer xixi!"

No caso do Santiago, quando ele diz que está muito aflito é melhor deixarmos ir, porque é um despachado. Chega à casa de banho, senta-se na sanita e faz o que tem a fazer...

Já o Salvador se tiver alguma necessidade, primeiro vai buscar uns três ou quatro livros, senta-se e só no fim de ler os livros todos é que chama por nós e diz "Já está, mãe!"
Tal e qual o pai!

😆😆😆😆😆😆😆😆😆

Eu sei que a culpa é nossa... muitas vezes esquecemos-nos de lhes perguntar antes de se sentarem à mesa  se querem ir fazer xixi! Queremos é despachar-nos... Logo sempre que nos sentamos à mesa para iniciar a refeição, é instantâneo o "Mãe, quero fazer xixi!"

Tem outros dias que só se lembram quando estamos mesmo a acabar o almoço ou o jantar! E às vezes só falta mesmo uma garfada!

Aí em casa também acontece o mesmo?




quinta-feira, 3 de maio de 2018

Estas semanas aproveitámos que avó H. esteve em casa de férias e instituímos a semana do filho único! Cada dia da semana trazíamos um dos Três para casa e deixávamos dois com a Avó H. e o Avô A.

Riam-se à vontade, mas nós não sabemos o que é ter um filho único e os Três também não sabem o que é ser filho único!
Achámos que estavam a precisar da nossa atenção cada um à sua maneira... e então propusemos-lhes a experiência de ficarem dois com os avós e vir um connosco!

Quando contei a alguns colegas de trabalho e amigos com quem falo frequentemente, perguntaram-me de imediato se os gémeos aceitaram bem... Para espanto nosso, aceitaram mesmo muito bem e ficaram super entusiasmados! Tanto, que até decidiram logo entre os dois qual seria o primeiro a vir comigo para casa depois da escola!

Fizemos uma surpresa ao avós que não sabiam quem iria ficar com eles. Chegaram mesmo a apostar qual dos gémeos seria o primeiro. E nestas coisas os gémeos surpreendem-nos sempre: se estávamos a pensar que seria um porque gosta de ser o primeiro em tudo, enganámo-nos! Foi aquele que não estávamos à espera!

E assim, primeiro veio o Salvador comigo e no dia seguinte o Santiago e por último a Baby C.

Durante três dias, tivemos apenas um filho único. Um filho único e um filho diferente!😂😂😂😂😂

Durante três dias não houve na nossa casa uma crise de choro, não houve zangas, não houve birras, não se ouviu uma mosca naquela casa. Na verdade, nem parecia a mesma!

Foi uma experiência diferente daquela a que estávamos habituados diariamente.

É maravilhoso ter três filhos, mas sem dúvida que tudo se torna mais cansativo e se há dias que estamos cheios de energia, outros há que estamos de rastos!

Eles adoraram a experiência. Tanto que voltámos a repetir na semana seguinte. Toda a gente gosta de atenção e eles crianças afetuosas que são, adoram ter atenção só para eles. Com três filhos, é difícil ter momentos isolados e de qualidade com cada um.






terça-feira, 13 de março de 2018

"É preciso terem uma grande coordenação para conseguirem cuidar de três crianças tão pequenas!"

Volta e meia mandam-nos estas frases/perguntas maravilhosas! Bem, já não me lembro se foi bem assim (porque a minha cabeça agora só retém mesmo o que é importante), mas foi mais ou menos isto! E não sei bem o que é que a pessoa queria dizer, efetivamente... porque o ar com que proferiu a frase foi um tanto ou quanto duvidoso...

Por isso não percebi se estava a querer elogiar, ou seja se éramos uma espécie de super-hérois; ou se estava a querer dizer que éramos loucos!

Estive quase para convidar a pessoa a ir lá passar uns dias a casa para ver como era!

Mas, se nos coordenamos? Se combinamos eu faço isto tu fazes aquilo? Não! Não, planeamos nada!
Nada de nada.
Se as coisas funcionam? Funcionam. Cada um de nós sabe que há para fazer, por isso basta pormos mão à obra.
Se eu estou a fazer o jantar, o pai está a tomar conta deles. E tomar conta vai desde entretê-los criando alguma ordem nas brincadeiras. (Os gémeos são dois rapazes, facilmente perdem ordem nas brincadeiras!)
Se um está a arrumar a cozinha, o outro está a preparar os Três para os deitar!

É claro que nem sempre estamos os dois com eles. Por isso temos de arranjar estratégias para que se entretenham enquanto estamos a fazer qualquer coisa em casa, se um de nós tiver que ficar sozinho com os Três!
Valem-nos o Canal Panda e o Disney Júnior!
Valem-nos os puzzles, que eles adoram fazer, nomeadamente o Santiago que é mais concentrado... e a plasticina, que o Salvador adora moldar!
Valem-nos os legos e os livros de pinturas, todos rabiscados!

Muitas vezes instala-se um pequeno caos por toda a casa... o que significa os brinquedos todos espalhados!
Mas, até à data, nunca tivemos paredes pintadas, nem sofás rabiscados, a farinha ou o açúcar entornado!

Sem dúvida alguma, é uma casa com vida!






sexta-feira, 9 de março de 2018

No início da semana os gémeos tiveram a consulta de avaliação dos 4 anos.
Ia preparada para demorar a manhã inteira! Afinal demorámos apenas duas horas! 😋

Primeiro, fomos à enfermeira medir e pesar!
Cresceram cerca de 10 centímetros do ano passado para este! De facto, as calças e as camisolas ficaram todas curtas de repente! E se o ano passado estavam exatamente com o mesmo peso, neste momento estão com uma diferença de meio quilo, a favor do Santiago! Anda a comer um pouco melhor que o Salvador, lá isso é verdade, apesar de ser pastelão.

A enfermeira avaliou também a visão e a motrocidade fina. Pediu-lhes para nomear algumas cores básicas e para desenharem uma cruz no papel.
Rimo-nos porque o Santiago dizia-lhe as cores em inglês e depois em português. Fez a cruz certinha à segunda tentativa... Acho que viu que a primeira não estava igual à da enfermeira e fez de novo...
O Salvador disse-lhe as cores certinhas e fez a cruz igual, mas de forma mais complicada... utilizou quatro riscos, em vez de dois sobrepostos! 

Avaliou também a a audição e a linguagem fazendo-lhes algumas perguntas, como o nome completo, a idade, se eram meninos ou meninas e onde moravam.
O Salvador em algumas palavras tem alguma dificuldade em dizer o "r". Por exemplo diz "ragafa" em vez de garrafa! Aconselhou apenas para o irmos corrigindo e insistindo com ele.

Já a médica avaliou a postura e a psicomotrocidade global de ambos. Pediu-lhes para caminharem e levarem aos mãos aos pés sem dobrar os joelhos. O trapalhão do Santiago teve mais alguma dificuldade em fazer o exercício do que o Salvador... Já estava à espera, é mais cu de chumbo como a mãe! 😅
Auscultou o coração de um e do outro e pôs-lhes o estetoscópio nos ouvidos para ouvirem o seu próprio coração! Eles adoraram e disseram exatamente como batia o coração deles!
Ficámos a perceber que o coração deles bate de forma diferente: o do Salvador faz "pumpum, pumpum, pumpum", o do Santiago faz "pum, pum, pum"! 😁😁😁😁😁

Falámos sobre a personalidade deles e algumas peripécias e sustos que já apanhámos! A Dra. acalmou-me relativamente a algumas preocupações e disse-me que eles estavam muito bem. Que eram crianças saudáveis e riu-se porque teve que lhes explicar para que serviam alguns dos instrumentos que tinha no consultório que despertaram a curiosidade deles!
O curioso do Salvador conseguiu pôr, sozinho, a trabalhar o monitor fetal para ouvir o batimento cardíaco dos bebés e tudo!
Ambos colaboraram com tudo o que a enfermeira e a médica pediram, o que me deixou bastante orgulhosa!





sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Não, por incrível que pareça não são as manhãs. Essas até correm bem tirando uma exceção ou outra.
São mesmo as noites. E não graças a Deus não é o durante... é só o início.
Adormecer os gémeos é sempre uma tarefa que deixa apreensiva, nervosa, angustiada e extremamente desaurida, se é que assim posso dizer. Isto, porque é um custo adormecê-los!

Tem dias que se torna mesmo numa luta desesperante, entre nós e eles.
Tem quase quatro anos de idade e ainda hoje tem que ficar um de nós (eu ou o pai) no quarto com eles para que adormeçam e mesmo assim demoram imenso tempo!

Já experimentamos tudo e mais alguma coisa uma canção de embalar, ficar cinco minutos a fazer festinhas, deixar uma luz de presença ligada, dar banho depois de jantar para que fiquem moles, luzes giratórias... nada resulta!

E sim contar uma ou várias histórias, também! Só que enquanto estamos a contar a história fazem mil e uma perguntas sobre a própria história, que até a mim que dá vontade de rir!

A rotina é sempre a mesma:

Santiago: "Esqueci do meu macaco. Onde está o meu macaco?" - Dorme sempre com um macaco e um Óó, que adora desde bebé.
Salvador: "E o meu Tigre? Quero o meu tigre!" - Já a começar a choramingar.
Santiago: "Ai, esqueci de fazer de xixi!"
Eu: "Salvador, vai fazer xixi, também, para não fazeres na fralda." - Ainda usa a fralda da noite e acho que só vou conseguir tirá-la quando a Baby C deixar as fraldas.
Santiago: "Quero dá-te um beijinho."
Salvador: "Quero leitinho no biberão."
Santiago: "Também quero." - E depois não bebem...(grrrrrr) 😤
Eu: "Não, não há leitinho, se não fazem chichi na cama." - Houve umas vezes que lhes fizemos a vontade e, duas vezes seguidas, o Santiago, que já não usa fraldas, fez chichi na cama.
Salvador: "Mãe, quero dizer-te um segredo." - E depois inventa qualquer coisa baixinho ao meu ouvido.
Santiago: "Também quero dizer-te um segredo." - E inventa também qualquer para dizer baixinho ao meu ouvido.
Salvador: "Quero água."
Santiago: "Dói a minha barriga."
Salvador: "Quero a tua orelha." - Tem o tique de mexer nas orelhas para adormecer.
Santiago: "Não vais embora, não? Ficas aqui comigo?" - E eu, ou o pai, deitamos-nos no chão ao lado da cama do Santiago, em cima do tapete, recostados nos peluches deles.
Salvador: "Mãe, anda pó meu lado."
Santiago: "Não fica ao pé de mim."
Eu: "Hoje fico ao pé do Santiago, amanhã fico ao pé do Salvador. Pode ser?"
Santiago: "Dás-me a tua mão, mãe?"
Eu: "Filho, não posso se não o mano também quer".
Salvador: "Dás-me um livro, mãe?"
Santiago: "Quero o meu carro do Blaze e do Pickle." - São os bonecos animados que adora.
Salvador: "Também quero um carro." - E demora imenso tempo a escolher.... (grrrrrrr) 😤
Santiago: "Quero o livro dos animais." - E demora também imenso tempo a escolher o livro.
Eu: "Não há brinquedos nem livros para ninguém. Fechem os olhinhos e durmam!" - Já em estado de desespero e com a voz alterada. 😤😤😤

Às vezes estamos mais de meia hora nesta luta com eles a inventarem tudo e mais alguma coisa para não dormirem e para nós (eu ou o pai) não sairmos do quarto.

Se eu ou o pai optamos por sair do quarto, começam na converseta e na brincadeira e por conseguinte na risota... Às vezes vamos lá espreitar e dá-nos vontade de rir também, e pensamos muitas vezes que deve ser muito bom ter um irmão gémeo!

Até adormeceram ficam ainda a falar baixinho. Dão mil e uma voltas, não sei quantas cabeçadas na cabeceira das camas, até finalmente caírem de maduros no sono profundo. E só os conseguimos tapar depois de adormecerem.

Com estas voltas todas, posso vos dizer que nunca consigo que adormeçam antes das 10h30 e têm dias em que este horário se prolonga mais um pouco, confesso. Sendo que acordam por volta das 7h30 durante a semana. Não sei se será tempo suficiente para descansarem. A verdade é que ainda dormem a sesta no colégio. E as educadoras garantem-me que dormem entre duas a três horas, o que perfaz um total de 10 a 12 horas por dia.

É claro que enquanto um está adormecer os gémeos o outro está com a Baby C que tem o tique das mãos. Adormece agarrada às nossas mãos a mexer nas cutículas das nossas unhas!

Ao fim de semana tentámos que façam também a sesta para reporem o sono... e aí chegam a estar entre três a quatro horas a dormir.

Tenho noção de que se tivéssemos só um filho, esta tarefa era muito mais fácil (um dia faço um post sobre as diferenças entre ter só um filho e ter dois ou mais, porque se até à data não notei diferença, agora posso dizer-vos que vejo grandes diferenças). Tenho esperança de que para o ano a coisa acalme, uma vez que vão deixar de dormir a sesta no colégio.






quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Pois é os ciúmes bateram à nossa porta e entraram com todo o gás!
Se até à data nunca senti que os gémeos tivessem ciúmes um do outro ou da irmã, agora já não posso dizer o mesmo.

O Salvador que sempre foi mais chegado a mim, anda com uma crise de ciúmes que é dose! Choraminga por todo o lado, fala à bebé imitando tal e qual a mana, e ele que nunca gostou de fraldas de pano agora anda sempre agarrado a uma fralda de pano, tal e qual a mana. Sempre que encontra uma chucha da baby C põe na boca e acho mesmo inclusive que não largou a fralda da noite porque a mana usa fraldas!

Desde que viemos de férias que sinto que estas situações tem piorado, e às vezes já não sei o que fazer! Tenho lhe dado bastante atenção, mas acho que não é suficiente!

Ontem passou o dia com a minha mãe, enquanto os outros dois foram para a escola e por estes dias vou deixar a baby C e o Santiago com os avós para lhe dar mais atenção a ver se acalma esta crise aguda de ciumeira.





terça-feira, 26 de setembro de 2017

A escola começou muito bem é um facto...
No entanto, três dias depois de ter começado, fui buscá-los... e não correu nada bem.

Nesse dia de manhã, lembraram-se que queriam levar pipocas para dar aos amigos. Como tínhamos muitas em casa porque as Tias trazem sempre para eles, acatei.

Só que ao final do dia o Salvador entendeu que iria trazer para casa novamente o saco com as pipocas que sobraram e pegou no raio do saco. Por sua vez, o Santiago entendeu que devia ser ele a trazer o saco e não o Salvador. Guerra pegada.

Tentei que o Salvador fizesse a vontade ao mano. Mas este achou que desta vez não ia ceder e eu só tive que aceitar, não imaginando que o outro fosse fazer tal birra.
Acho que nem sempre um tem que ceder em função daquilo que o outro quer, e normalmente é sempre o Salvador a ceder. Eles tem que saber esperar e quando querem uma coisa que o outro tem, têm de pedir por favor.

O Salvador só dizia, "mas, ele não pediu por favor". E eu faço o quê com uma resposta destas???
Ele tinha a sua razão!
Teimoso que é, também (não sei a quem é que ele sai 😁), o Santiago não quis pedir por favor. E ajoelhou-se no chão a chorar.

Naquele dia estava cansada e sem paciência para negociações. Ainda por cima já tinha ido buscar a Baby C à sala dela e estava com ela ao colo, além de que já era tarde... Só lhe disse "Oh, Santiago" e continuei a andar em direção à porta do colégio.

Conforme fiz isto a birra dele exaltou, mas de tal maneira que eu até deixei de ver quem passava por nós no corredor. Sentei os outros dois no banco à entrada do colégio, enquanto fui buscar o Santiago, que esperneava e gritava desalmadamente. Sentei-o ao pé dos irmãos e continuou enfurecido. Mandou-se para o chão num pranto que não havia meio de ter fim.

Entretanto, como era hora da saída entravam e saiam pais. Uma auxiliar e uma educadora tentaram ajudar, mas às tantas acho que já nem ele sabia porque é que estava a chorar assim e não conseguia explicar.

Neste processo todo, nem sei como me mantive calma. Tentei conversar com ele para o ajudar e ele só gritava. Ao ponto da própria diretora vir ver o que se passava.

Desisti e coloquei todos no carro e apertei-lhes o cinto. A minha ideia era só sair dali! Quando o coloquei no carro, a birra já era porque queria entrar sozinho para o carro, mas como gritava tanto não o conseguia perceber. Fazia tanta força que nem me deixou apertar o cinto naquele momento. Deixei. Arranquei prego a fundo e sai dali. Parei mais à frente, ao fundo da rua, e esperei que se acalmasse para lhe apertar o cinto.

Quando finalmente se acalmou, lá seguimos o nosso caminho em direção a casa, na esperança de que tudo corresse bem...

Mas nem pensem que a minha desventura ficou por aqui...
A caminho de casa (já ele mais sereno) começa o carro a perder velocidade lentamente. Eu acelerava e o carro não respondia. Tive de encostar e nisto vejo a polícia atrás de mim. Apareceram mesmo na hora certa, porque até foram uma preciosa ajuda.
Um cheiro a ferodo por todo o lado e a embraiagem na sucata. Lá liguei para a assistência em viagem, chamei o reboque, e o táxi para nos levar a casa aos quatro. Tive que tirar três cadeiras do carro e colocá-las no táxi...e sentá-los nas cadeiras. Se não fosse a polícia a ajudar-me nem sei como me tinha desenrascado naquele momento! No meio do azar ainda tivemos sorte!
Foi um dia daqueles!

No dia seguinte, estávamos a tomar o pequeno almoço e o Santiago, de repente, levanta-se da mesa e diz: "Mãe, descupa. Eu não voto a fazê uma birra como ontem!" E meu coração, que estava duro que nem uma pedra, ficou mole que nem manteiga! ❤

Na escola ao que parece, no dia seguinte, houve quem perguntasse às educadoras se o menino delas estava melhor! Tal foi a birra!

Desde aí para cá, está um doce!
(Vamos ver até quando!)😔😁


terça-feira, 19 de setembro de 2017

"Mamã, nós não quemos que as férias acabem!"
"Mamã, eu não queo ir pa escola nova!"
(Andam lá há um ano, mas ainda lhe chamam a escola nova.)

Por causa destas frases estava bastante apreensiva com o regresso à escola depois de terem estado três semanas de férias na nossa companhia e da dos avós.

Em relação à baby C, ainda mais apreensiva estava. Isto porque ela ia sair do berçário e passar para a sala de um ano com mais amiguinhos e uma educadora nova. Como é um pouco estranha a pessoas que não conhece, pensei mesmo que fosse ficar a chorar baba e ranho!

Mas qual quê... não percebo porque razão fiquei tão angustiada! Foi 5*!

A Carolina assim que viu a sua querida Ana, parecia um esquilo a atirar-se do meu colo para o colo dela! Apertou-lhe o pescoço com tanta força que quase a sufocava!

A Ana acompanhou-a no berçário e agora passou para a sala dos meninos de um ano. Assim o embate dos pequenitos não é tão duro! É claro que como mãe, o meu coração ficou mais descansado, porque assim a Carolina tinha ao pé dela uma pessoa que já conhecia as suas manhas!

No segundo dia, assim que chegou à sala já foi dar um abracinho à educadora nova, a Guida! Abraçou-me, disse-me adeus com a mãozita e fechou-me a porta!

O Salvador e o Santiago foram-me ajudar a levar a mana à sala dela e depois quando entraram na sala nova nem quiseram saber mais de mim... O Santiago cumprimentou logo a Catarina e a Elsa e o Salvador fez aquele ar de quem quer mimo e quando elas o chamaram pendurou-se logo no pescoço delas! Depois, foram logo descobrir os recantos da sala nova e o recreio novo.

A Catarina e a Elsa estiveram com eles o ano passado na sala dos 2 anos. Portanto, já as conheciam. Assim como os amiguinhos desta sala.

Iniciaram o pré-escolar e agora a coisa começa a sério!

Boa sorte, sejam felizes neste novo ano letivo!


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Às vezes dou por mim a perguntar-me a mim a mesma se tenho alguma característica alienígena... é que cada vez que saímos à rua os cinco, acontecem situações caricatas.
Os olhares e os comentários não param... pensava que já tínhamos ultrapassado esta fase, uma vez que os gémeos já não andam no carrinho... e um carrinho de gémeos atrai sempre imensa atenção e sorrisos por parte das pessoas!  E tivemos uma altura que os gémeos passeavam no carrinho bengala e a Carolina no carrinho dela! Nem imaginam o que as pessoas se metiam connosco.

Mas o que é certo que ainda chamamos a atenção das pessoas por termos três filhos com idades tão próximas... Como se isso fosse algo de anormal. E antigamente havia famílias com 12 e 13 filhos e até mais... e aí era normal porque não havia televisão, é?

As ultimas cenas (e digo cenas, porque parecem mesmo cenas de uma comédia) que nos aconteceram foi há umas semanas atrás, quando fomos à terra dos nossos pais a uma festa de batizado e outra este fim de semana no supermercado!

Na terra dos nossos pais até é compreensível, porque é um meio rural... e se cá chamamos a atenção, então lá nem se fala!
Então estávamos nós em pleno centro da vila, sentados num banco, eu com os S&S e a baby C,  e a minha prima que também tem três filhos pequenos, um pouco mais velhos que os meus, sentados noutro banco, quando saem três senhoras de um táxi e ficaram estupefactas a olharem para nós (sem ar de contemplação) durante minutos... devem ter feito mil e um filmes na cabeça delas, até porque naquele momento estávamos sem os nossos respetivos maridos!

Foi a primeira vez que nem me atrevi a olhar para as senhoras, não fossem elas proferirem algum comentário que me parecesse desajustado e eu me saísse algum disparate pela boca...
Educadas que somos, mantivemos a postura e continuámos a conversar normalmente...até que elas lá se decidiram e desbravaram caminho ao seu rumo! Como é evidente, desatamos-nos a rir à gargalhada assim que viraram costas! 

Este fim de semana, no supermercado, os gémeos tiveram um momento menos bom e lá iam a discutir um com o outro no carrinho das compras. Como as compras eram poucas levamos os três sentados no mesmo carrinho. Chegámos à caixa e a senhora que nos atendeu, com um ar pesaroso, suspirou em voz alta "Minha Maria José!" Estava mesmo à frente dela, pelo que não pude deixar de ouvir. Fiz-lhe má cara e se fosse um cão tinha-lhe rosnado!

Como se fosse ruim ter três filhos! Não quero nem imaginar as situações que os casais que tem quatro e mais filhos passam e o que tem de ouvir de desconhecidos! Três, não acho que seja demais é a conta que deus fez! O número ideal... para mim! A nível económico é dispendioso, sim, e sei que é por isso que muitos casais não tem mais filhos.

Eu não previ ter três filhos! Não previ que os primeiros fossem gémeos e não previ a segunda/terceira... aconteceu. Mas gosto muito de ter três filhos e apesar do cansaço sou/somos felizes!

E não é que não goste da atenção das pessoas na rua, porque gosto de facto! Sinto-me vaidosa e especial! Mas às vezes, eu que até nem gosto muito de dar nas vistas, sinto-me um ser de outro planeta e lá está, algumas situações não deixam de ser caricatas!




sexta-feira, 14 de julho de 2017


Os S&S deixaram as chuchas definitivamente quando fizeram três anos, em Fevereiro. Como já aqui contei no blog, fomos à árvore das chuchas, na Quinta Pedagógica dos Olivais, e deixaram-nas lá. Durante aproximadamente um mês foi um custo para adormecê-los. Mas a coisa lá acalmou e nunca mais se lembraram das ditas!

No entanto, há cerca de um mês o Salvador começou, literalmente, a roubar as chuchas da irmã. No carro, quando os vou buscar à escola, a baby C vai no meio deles e volta e meia, o Salvador tira-lhe a chucha e põe na boca dele!
Em casa sempre que vê uma chucha dela apanha-a e põe na boca. Ralho com ele e explico-lhe que já não é bebé e que a mana ainda usa chucha porque é bebé. Ás vezes aceita, outras vezes amua!
O que é certo, é que no fim de semana, dei por falta de uma série de chuchas!

Para piorar a situação, no outro dia lembrei-me de lhes mostrar fotografias deles quando eram bebés! Eles adoraram ver-se em bebés e perceberam que também já foram como a mana! Ficaram deliciados a ver as fotografias e adoraram saber que quando eles nasceram foram muitas pessoas lá a casa para os ver. Perguntavam: "Quem é eta senhora? Quem tá ao colo dela? E eu tou onde? E ete sou eu mamã?"
Acabaram por conseguir distinguir-se perfeitamente nas fotos e identificarem-se um ao outro!

Só que agora o Salvador e o Santiago dizem "Mãe quando eu for bebé outa vez, tu dás uma chucha a eu, tá bem?" e pedem para ir para dentro da minha barriga e escondem-se debaixo da minha camisola!

😂 😅 ❤


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Este ano adquiri para os gémeos as pulseiras "Estou Aqui" da PSP!
Isto porque cada vez que vamos à praia fico super stressada com medo de perdê-los no meio da multidão! Gosto que andem à vontade, mas no verão, em certos sítios, é quase impossível! E na praia ao fim-de-semana é um desses sítios.
Embora a praia para onde costumamos ir tenha um areal extenso, ao fim-de-semana está repleta de pessoas, famílias inteiras. É um bom sítio para as crianças, porque como tem uma lagoa, não tem ondas e as  crianças podem andar na água tranquilamente.
No meio de tanta gente, dentro ou fora de água, basta um pequeno descuido para os deixar de ver! E como eles gostam de explorar tudo, estou sempre a chamá-los bem para a frente dos meus olhos com medo de perdê-los de vista!
Uma amiga falou-me no programa "Estou Aqui"da Polícia de Segurança Pública, que consiste numa pulseira constituída por uma fita de tecido e por uma chapa que contem um código alfanumérico e a inscrição "Call/LIGA 112".
O pedido da pulseira é feito no site https://estouaqui.mai.gov.pt/, onde indicamos os nossos dados que depois são confirmados na Esquadra da PSP quando levantamos a pulseira, três dias depois de feito o pedido.
As pulseiras são gratuitas e podem ser pedidas anualmente para crianças dos 2 aos 10 anos de idade, sendo o período de longevidade de 1 de junho a 31 de maio de 2018. Funcionam em todos os países da União Europeia que tenham como número de emergência o 112. 
Caso eles se percam, basta que quem os encontre ligue para o 112 e indique o código da pulseira e a polícia entrará logo contacto connosco.

Este programa aumenta a probabilidade de encontro das crianças em caso de desaparecimento. No entanto, continuo achar que assim que os nossos filhos nascem devia-lhes ser logo inserido um chip com GPS. Assim saberíamos sempre onde estão!



Instagram

Três, a conta que Deus fez | Designed by Oddthemes | Distributed by Gooyaabi